Esquema de entrada de celulares e drogas em presídio é alvo de operação em três municípios do Amapá – SelesNafes.com


Por OLHO DE BOTO, de Macapá (AP)

A Divisão do Laboratório Contra a Lavagem de Dinheiro (LAB-LD) da Polícia Civil do Amapá deflagrou, nesta segunda-feira (6), a Operação Propago, com o cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão nos municípios de Macapá, Santana e Laranjal do Jari. A maior parte das ações ocorreu no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (IAPEN), com apoio da Polícia Penal.

De acordo com o delegado César Ávila, titular do LAB-LD, a investigação teve início após a prisão em flagrante de um policial penal, registrada em 2024. O servidor é suspeito de facilitar a entrada de materiais ilícitos no presídio, como aparelhos celulares, drogas e outros objetos proibidos.

A partir desse episódio, as apurações foram aprofundadas para identificar toda a rede envolvida no esquema. Segundo o delegado, a investigação buscou mapear a cadeia completa da atividade criminosa, desde os fornecedores dos materiais até os destinatários finais, além de quem realizava os pagamentos e a origem dos recursos utilizados.

Polícia identificou rede com participação de internos e familiares que atuariam como intermediários no pagamento a servidores. Fotos: Divulgação/PC-AP

As diligências apontaram a participação de internos do sistema prisional e também de familiares, que atuariam como intermediários financeiros. Conforme apurado, valores oriundos de atividades criminosas eram repassados a parentes dos detentos, responsáveis por efetuar pagamentos a servidores do IAPEN em troca da facilitação na entrada dos objetos ilícitos.

Durante a operação, foram realizados bloqueios de contas bancárias dos investigados e apreendidos diversos itens, entre eles uma motocicleta, nove aparelhos celulares, dois notebooks e um equipamento de gravação de câmeras de segurança.

As investigações seguem em andamento, com a análise do material apreendido e o objetivo de identificar outros possíveis envolvidos no esquema criminoso.





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