Mundo – A missão Artemis II reacendeu a curiosidade sobre um dos fenômenos mais intrigantes do espaço: o chamado “lado oculto” da Lua — a face do satélite natural que nunca é visível da Terra.

(Foto: Divulgação/Nasa)
Apesar da ideia popular, não se trata de um lado permanentemente escuro. Na prática, essa região recebe luz solar da mesma forma que a face visível. O que ocorre é que ela permanece fora do campo de visão terrestre devido a um fenômeno conhecido como rotação sincronizada.
A Lua realiza dois movimentos ao mesmo tempo: gira em torno de si mesma e orbita a Terra. Ambos levam exatamente o mesmo período, cerca de 27,3 dias. Esse sincronismo faz com que sempre a mesma face fique voltada para o planeta, enquanto a outra permanece oculta.
Esse equilíbrio foi alcançado ao longo de milhões de anos por influência da gravidade da Terra, que desacelerou a rotação da Lua até que os dois movimentos se igualassem.
Outro ponto que gera confusão é a diferença entre “lado oculto” e “lado escuro”. O primeiro se refere à região que não pode ser vista da Terra, enquanto o segundo indica apenas áreas que estão temporariamente sem iluminação solar, algo que ocorre em qualquer parte da Lua durante seu ciclo.
O lado oculto também apresenta características diferentes da face visível. Ele possui menos áreas planas e é marcado por grande quantidade de crateras, além de uma crosta mais espessa.
Durante a trajetória da Artemis II, os astronautas devem passar por essa região, ficando temporariamente sem comunicação com a Terra, já que a própria Lua bloqueia os sinais de rádio. A missão representa uma nova oportunidade de observação direta dessa área, vista por humanos pela última vez na década de 1970.