
Com o encerramento dos principais prazos do calendário eleitoral, os partidos políticos intensificam as articulações para a disputa presidencial de 2026. A janela partidária terminou na última sexta-feira (4), enquanto o prazo de desincompatibilização — que exige a saída de cargos públicos por parte de pré-candidatos — foi finalizado no sábado (5).
Faltando cerca de seis meses para o primeiro turno, diferentes nomes já anunciaram pré-candidatura ao Palácio do Planalto. O registro oficial das candidaturas deve ser feito junto à Justiça Eleitoral até o dia 15 de agosto.
Entre os principais nomes está o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, que confirmou ainda em novembro do ano passado a intenção de disputar um quarto mandato. Lula já venceu as eleições presidenciais em 2002, 2006 e 2022, sendo o primeiro brasileiro a alcançar três vitórias no pleito.
Outro nome é o senador Flávio Bolsonaro, do PL, que lançou pré-candidatura em dezembro com apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente inelegível. Flávio exerce mandato no Senado e já atuou como deputado estadual e federal pelo Rio de Janeiro.
Pelo PSD, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, foi escolhido como pré-candidato após disputa interna com outros nomes da legenda. Com longa trajetória política, ele já ocupou cargos no Congresso Nacional.
Também está na corrida o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, do Novo, que deixou o cargo em março deste ano para se dedicar à campanha. Zema afirma que pretende manter candidatura independente, sem alianças iniciais.
Entre os demais pré-candidatos confirmados está o ex-deputado Cabo Daciolo, que retorna à disputa após concorrer em 2018. Pelo PSTU, o nome escolhido foi o ativista, professor e rapper Hertz Dias.
O fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos, também aparece como pré-candidato, agora pelo Partido Missão, legenda criada recentemente. Já o Partido da Causa Operária (PCO) confirmou novamente o nome de Rui Costa Pimenta.
A vice-presidente do Unidade Popular (UP), Samara Martins, também teve a pré-candidatura anunciada, com foco em pautas sociais como desigualdade, direitos das mulheres e meio ambiente.
Outro nome que entrou na disputa é o escritor Augusto Cury, lançado pelo Avante. Em declarações públicas, ele afirmou que pretende contribuir para a construção de um país mais justo e equilibrado.
O cenário eleitoral ainda pode sofrer alterações nos próximos meses, com possíveis alianças, desistências e novas candidaturas. A definição oficial, no entanto, só ocorrerá após o registro das candidaturas e o início formal da campanha eleitoral.