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📸 Foto Destaque: Reprodução
O conflito no Oriente Médio atingiu um novo nível de hostilidade neste domingo (5). Um míssil lançado pelo Irã atingiu diretamente um edifício residencial na cidade de Haifa, no norte de Israel, deixando pelo menos quatro pessoas feridas e três desaparecidas. O ataque ocorre em meio a uma pesada troca de insultos e ameaças entre o governo de Donald Trump e a cúpula do regime iraniano.
De acordo com o Exército de Israel, entre os feridos está um bebê e um idoso de 80 anos, que foi retirado dos escombros em estado grave pelos socorristas da Magen David Adom (MDA). Equipes de resgate seguem trabalhando no local, pois há relatos de moradores presos nos andares inferiores da estrutura colapsada.
Reação de Teerã
Em resposta à postura norte-americana, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, publicou uma mensagem direta ao presidente dos EUA. Ghalibaf afirmou que as ações de Trump estão arrastando os Estados Unidos para um “inferno na Terra” e que toda a região corre o risco de “queimar” pela insistência de Washington em seguir as estratégias do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
“A única solução real é respeitar os direitos do povo iraniano e acabar com esse jogo perigoso”, escreveu a autoridade iraniana em inglês na rede social X.
O Ultimato de Trump
Enquanto a tensão em solo israelense aumentava, o presidente Donald Trump utilizou sua plataforma, Truth Social, para proferir novos insultos contra Teerã, utilizando termos agressivos e palavrões. Trump exigiu a reabertura imediata do Estreito de Ormuz via vital por onde passa 20% do petróleo mundial e que está bloqueada desde o início das hostilidades.
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Apesar da retórica agressiva, Trump decidiu adiar o ultimato que havia dado ao regime. Inicialmente previsto para expirar nesta segunda-feira (6), o novo prazo foi estendido para terça-feira (7), às 20h (horário de Washington). Em entrevista à Fox News, o bilionário republicano mencionou que ainda acredita em uma “boa chance” de se chegar a um acordo antes de “desencadear o inferno”, referindo-se a possíveis ataques contra usinas de energia e pontes iranianas.
A comunidade internacional observa com temor a expiração deste novo prazo, uma vez que o bloqueio do estreito e os ataques diretos a centros urbanos indicam uma guerra de desgaste sem precedentes na região.