A relação entre pais e filhos é considerada um dos pilares do desenvolvimento humano, baseada em afeto, cuidado e proteção. Em muitos lares, porém, essa realidade não se confirma, levando filhos a optarem pelo distanciamento dos genitores.
O pai seria excluído de todos os documentos da pessoa, já que não conviveu nem assumiu o papel paterno ao longo da vida
Em alguns casos, a rejeição e situações de desrespeito à dignidade humana são tão intensas que a pessoa decide pela desfiliação ou pela retirada do nome do pai ou da mãe da documentação pessoal.
A advogada de família e professora universitária Stela Velter explicou ao MidiaNews que, embora seja um processo delicado e complexo, há situações em que a Justiça permite essa medida, especialmente quando a relação de filiação causa prejuízos ao filho.
Um dos principais e mais comuns motivos aceitos é o abandono afetivo paterno, segundo a especialista.
“O abandono afetivo, hoje, pode, a depender das provas, dos danos causados e das circunstâncias do caso, levar à desfiliação. Nesse caso, o pai seria excluído de todos os documentos da pessoa, já que não conviveu nem assumiu o papel paterno ao longo da vida”, afirmou.
A violência sexual também é considerada motivo válido pela Justiça, devido ao sofrimento e aos traumas causados à vítima.
“Quando o pai abusa sexualmente da…
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