Conhecido por esbanjar compostos aliados da boa saúde, doce com alto teor de cacau deve ser consumido com moderação, segundo nutricionistas.
Com a chegada da Páscoa, muitas pessoas ficam na dúvida: como aproveitar o momento e comer chocolate sem comprometer o equilíbrio da dieta? A solução mais óbvia costuma ser apostar nas versões amargas do doce, que em geral têm menos açúcar. E de fato, há evidências de que elas sejam melhores para a saúde, mas isso não significa que o consumo sem limites está liberado.
"Estudos recentes mostram que o chocolate amargo, por ter maior teor de cacau, concentra mais compostos bioativos, como os flavonoides e a teobromina, que apresentam propriedades antioxidantes e antienvelhecimento, podendo trazer benefícios", afirma a nutricionista clínica Jéssica Magalhães Fonseca, do Einstein Hospital Israelita.
Uma pesquisa britânica publicada em dezembro de 2025 na revista Aging analisou especificamente a teobromina, substância presente no cacau que pode ser aliada de um envelhecimento saudável. A investigação usou dados de dieta e exames de 1,6 mil voluntários para avaliar se havia reduções da idade biológica a partir da alimentação, pesquisando especificamente o papel do café e do chocolate amargo, que já haviam sido associados em estudos anteriores a essa "desaceleração" do relógio metabólico.
Os pesquisadores concluíram que a teobromina pode ter um papel importante nesse efeito. O estudo sugere que esse alcaloide encontrado no cacau…
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