EUA – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demitiu nesta quinta-feira (2) a procuradora-geral Pam Bondi, em meio a críticas à condução das investigações relacionadas ao caso Jeffrey Epstein.

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Segundo a agência Reuters, a decisão ocorreu diante da crescente insatisfação de Trump com o desempenho de Bondi, especialmente pela lentidão na condução de processos e pela forma como tratou a liberação de documentos ligados ao escândalo.
Logo ao assumir o cargo, Bondi afirmou que tinha em mãos a chamada “lista” de Epstein e prometeu uma divulgação rápida e completa dos arquivos. No entanto, a procuradora recuou posteriormente, alegando que a complexidade dos documentos poderia comprometer investigações em andamento.
A liberação dos materiais só avançou após o Congresso aprovar uma lei específica que obrigou a divulgação dos arquivos. Ainda assim, a entrega foi alvo de críticas, com documentos apresentados de forma parcial, contendo diversas rasuras e falhas técnicas, o que levantou suspeitas de tentativa de atrasar o processo ou proteger nomes envolvidos.
Tensão no Congresso
A atuação de Bondi também gerou controvérsias durante audiência no Congresso, em fevereiro. Na ocasião, ela foi flagrada com documentos que indicavam histórico de buscas de parlamentares nos arquivos do caso, o que provocou reação da oposição democrata.
A deputada Pramila Jayapal acusou o Departamento de Justiça de monitorar membros do Congresso, intensificando a crise política em torno do tema.
Parlamentares de diferentes partidos também criticaram o governo por suposto “acobertamento”, alegando que os documentos disponibilizados ainda continham trechos ocultos.
A audiência foi marcada por debates acalorados e questionamentos sobre a condução das investigações, além de possíveis conexões entre figuras públicas e o escândalo Epstein.