Professores pioneiros do Amapá podem ter salários dobrados após avanço de proposta no Congresso – Diário do Amapá


 

Douglas Lima
Editor

 

Uma luta histórica dos professores pioneiros do ex-território federal do Amapá está perto de um desfecho positivo. Em fala  nesta quinta-feira, 2, no programa LuizMeloEntrevista, o diretor no Amapá da Divisão de Gestão de Pessoas (Digep) do Ministério da Gestão e Inovação, Adailton Santos, anunciou avanços em uma proposta que pode garantir reajustes significativos e reconhecimento financeiro à categoria, com casos em que os rendimentos podem até dobrar.

 

Adailton Santos explicou que a medida, aguardada há anos pelos educadores, está em fase final de tramitação no Congresso Nacional. Segundo ele, o texto depende apenas da conclusão da votação e da sanção presidencial para entrar em vigor.

 

A proposta conta com o apoio de parlamentares da bancada amapaense, entre eles o senador Randolfe Rodrigues e a deputada federal Marcivânia Flexa, que atuaram na articulação para viabilizar o avanço da medida.

 

De acordo com o diretor da Digep, aproximadamente 1,2 mil professores devem ser beneficiados no Amapá. Além do impacto direto na vida dos profissionais, a iniciativa também deve refletir positivamente na economia local.

 

“São mais recursos circulando no estado do Amapá, o que ajuda a fomentar a economia. Mas, acima de tudo, é o reconhecimento de um direito de quem dedicou a vida à educação”, destacou Adailton Santos.

 

De acordo com o chefe, o Ministério da Gestão já se prepara para operacionalizar a medida assim que ela for transformada em lei, garantindo rapidez na implementação dos benefícios. Outro ponto abordado foi a ampliação da chamada ‘janela da transposição’, que permite a inclusão de servidores estaduais e municipais nos quadros da União.

 

Adailton explicou que o governo federal deve abrir prazo para novos requerimentos, com expectativa de receber cerca de cinco mil pedidos referentes ao período de 1988 a 1993.

 

Além disso, há grande expectativa em torno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 47, que pode ampliar ainda mais esse alcance. A estimativa é de que até 35 mil servidores sejam incorporados ao quadro federal. A Digep administra cerca de 18 mil servidores no Amapá e se prepara para absorver a possível expansão.

 



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