O ex-deputado Eduardo Bolsonaro afirmou que denunciará ao governo Trump eventuais irregularidades de autoridades do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante as eleições presidenciais deste ano. Em entrevista à coluna, o ex-parlamentar disse que integrantes da Corte poderão sofrer sanções por parte dos Estados Unidos, caso Washington as julgue necessárias.
“Nós podemos fazer isso também em tempo real através de conversas de aplicativos de mensagem. Isso daí é importantíssimo. Hoje o mundo funciona em tempo real e a eleição brasileira vai ser muito dinâmica. Então, sim, estarei atento, farei as minhas denúncias quando entender pertinentes. E que Deus ilumine a cabeça das autoridades americanas para entender e adotar as providências”, disse o ex-deputado.
Eduardo Bolsonaro relatou que pretende levar as denúncias a representantes do governo Trump, a parlamentares norte-americanos e à mídia internacional.
“À Casa Branca, a deputados, a senadores e a quaisquer outras pessoas que tenham algum poder efetivo ou mesmo notoriedade, seja nas redes sociais, seja nos jornais internacionais. Onde eu tiver espaço, onde eu for consultado a levar informação, ali eu estarei para me expressar”, afirmou.
Censura
O ex-parlamentar avaliou que o relatório divulgado pelo Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos serve de “alerta” ao TSE sobre eventual ocorrência de censura durante as eleições de outubro.
“Tudo isso pode sim gerar consequências reais. Isso tem que ser interpretado como um alerta, e o TSE tem que se movimentar para impedir essa censura nas eleições”, afirmou o ex-deputado. Para Eduardo, ministros do TSE adotaram critérios diferentes ao julgar ações judiciais envolvendo Lula e Bolsonaro nas eleições de 2022.
“O governo Trump pode implementar medidas contra quaisquer autoridades que identifique como sendo protetoras ou iniciadoras dessa censura, ou que tenham alguma participação em fraude eleitoral”, disse.
Por: Metrópoles