A divulgação em site oficial do Governo do Acre de que Sema e Imac irão regulamentar o embargo remoto em áreas irregulares no Acre caiu feito bomba. Representantes do setor produtivo reagiram imediatamente. A Faeac pediu reunião extraordinária com a Sema e o Conselho Estadual do Meio Ambiente.
Lógica
Uma coisa é preciso reconhecer: o embargo não pode preceder a notificação. O produtor para ser notificado tem, no mínimo, a condição de se defender. A área já é embargada sem o sujeito ao menos se explicar, sem ter condições de defesa.
Pombo
E o pior é o cenário de desinformação que permeia a classe de produtores rurais. Até mesmo gente que pleiteou cargo de representação do setor produtivo não sabe diferenciar alho de bugalhos. O anúncio do governo acreano se relaciona com uma Instrução Normativa da Sema. O projeto do deputado federal Lúcio Mosquini (PL/RO) é outra coisa.
Charlene Lima
Fiel escudeira do senador Marcio Bittar, Charlene Lima, após perder uma eleição em decorrência da operação da Polícia Federal em 2018, volta ao tabuleiro político — agora como candidata pelo Partido Liberal. Segundo informações de bastidores, Charlene deve receber recursos do fundão eleitoral no teto, entre R$ 2 milhões e R$ 2,5 milhões. A conferir.
Renan Filho
O ministro Renan Filho mostrou que foi pouco aproveitado no governo Luiz Inácio Lula da Silva. Seu perfil combativo, de enfrentamento direto aos bolsonaristas, indica que pode alçar voos mais altos no cenário político. As críticas feitas por ele ao governo Jair Bolsonaro sobre os investimentos em infraestrutura são bastante assertivas. É verdade que, na lógica bolsonarista, houve o impacto da pandemia, mas, ainda assim, rodovias estratégicas como a BR-364 e a BR-317 não foram preteridas por esse motivo, e sim pela falta de retorno econômico imediato. Como já foi dito por especialistas, a BR-364 não é uma rodovia econômica, mas social.
Um Judas entre nós
É sempre bom lembrar, sobre os políticos que surgem quase como profecias messiânicas, prometendo revolucionar a política, que todos têm ou faltam com o mesmo grau de humanidade. Todos são humanos, e como humanos, falham. O vereador de Rio Branco, Eber Machado, por exemplo, em 12 de março, em entrevista ao ac24horas em frente ao diretório regional do MDB, prometeu fidelidade partidária e jurou de “pés juntos” apoio à pré-candidatura ao governo de Mailza Assis: “Eu sou um soldado do partido”, afirmou. Ontem, se filou ao Republicanos e apoiará a candidatura de Alan Rick.
Comitês
Formação de comitês voluntários tanto na Capital quanto no interior do Acre. O pré-candidato pelo PCB ao Governo do Estado, Eudo Rafael, fez esse debate com a militância. Permitir que se criem “espaços de diálogos” nos mais diversos segmentos sociais é a prioridade para dar volume à campanha. Comitês de Cultura, Juventude, Movimento Estudantil. A cena começa a se formar para o grupo do PCB.
Chapa
O pré-candidato ao Governo do Acre pelo Republicanos, Alan Rick, está com a agenda completamente tomada pela formação de chapas proporcionais. Esse é um dos principais desafios do senador que, sempre que pode, não perde a oportunidade. “Montar chapa não é fácil. Mas difícil mesmo é saber onde foram parar os mais de R$ 250 milhões para Saúde, nos meus quatro mandatos”, alfineta.
Desafio
O pré-candidato ao Governo do Acre, Thor Dantas, deve repercutir aqui no estado a afinação que ocorre em Brasília entre o PSB e o PT. A dúvida é se o segundo lugar na cabeça de chapa virá do PT. O que já se sabe é que o vereador André Kamai, que seria candidato à Câmara Federal, irá coordenar a campanha. Determinação do todo poderoso Jorge Viana. “Vai assinar cheque. Não é bom que seja candidato agora”, teria dito JV.
Esperta
Mailza Assis tem sido esperta no que se refere a esse “imprensado” entre parlamentares e o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal. Se ela adotar o que diz o administrador da Sesacre em relação aos parlamentares, o apoio à Mailza cai a zero. Portanto, certa está ela em manter um silêncio calculado e ir fazendo as costuras de bastidores pontualmente com cada deputado.
Vento mudou?
Gladson Cameli e Tião Bocalom podem começar a sentir, na prática, o velho ditado de que, na política, “quem deixa o cargo, nem o vento bate nas costas”. Embora ambos ainda sejam candidatos em outubro, nos bastidores a movimentação já aponta para uma transição silenciosa de forças. Gestores e ocupantes de cargos comissionados começam a se aproximar de Mailza Assis e Alysson Bestene, nomes que hoje concentram a expectativa sobre quem, de fato, terá a “caneta” e o poder de decisão daqui para frente.
Presas sem cela
O Gladson vai sair do governo e a obra do presídio feminino de Cruzeiro do Sul nem começou. As presas de Cruzeiro cumprem pena em Tarauacá e as famílias enfrentam dificuldades para ir até elas. Será que uma mulher no governo trará mais sensibilidade para a situação?
Promessas que ficaram no discurso
Entre os compromissos que mais marcaram as gestões e que seguem sendo lembrados estão, no caso de Gladson Cameli, a promessa de acabar com a pensão de ex-governadores. Já Tião Bocalom carrega cobranças pela não abertura da chamada “caixa-preta” do transporte coletivo e pelo projeto de casas do “1.001 dignidades em um dia”, amplamente divulgado no início da gestão.
Surge um nome
O médico Carlos Beirute surge como vice de Bocalom. Nome técnico, perfil conservador e baixa rejeição. Estratégia busca equilíbrio ideológico e aceitação.
Infraestrutura alimentar
Fábrica de leite de soja (custo de R$ 1,75 milhão) mira 2 mil litros ao dia. Integra pacote de R$ 20 mi, mas impacto depende de escala produtiva.
Gestão
Mudança na assistência social de Rio Branco indica reorganização política. Troca de comando reforça alinhamento pré-eleitoral. Porque tudo com Bocalom mira um palanque.
Porém
Verdade seja dita: o Complexo Agroindustrial da Agricultura Familiar só tem um “porém”: é a carroça na frente dos bois. Construiu-se a estrutura de linhas de beneficiamento de R$ 18 milhões antes de ter produção. São apenas 22 produtores de arroz cadastrados na Seagro. É máquina demais para produtor de menos. Mas cada um vai para a guerra com as armas que tem. Bocalom está apresentando as dele.
Transporte volta ao centro do debate
Vereadores cobram uma solução definitiva para o sistema, que enfrenta críticas recorrentes da população. Nos corredores do Legislativo, cresce a expectativa de que Alysson Bestene possa conduzir o processo e viabilizar a entrada de uma nova empresa para operar o serviço em Rio Branco.
Exportações
Acre dobra vendas aos andinos (+103,8%, segundo o Fórum Empresarial) e mantém US$ 30 milhões em 2025. Peru concentra 80%. Dependência de apenas dois produtos (83,4%) expõe fragilidade estrutural. O melhor é correr para ampliar esse leque de opções.
Energia
Conab inclui Rio Branco em projeto de energia solar de R$ 6,9 milhões nas unidades da companhia. Economia operacional pode superar R$ 60 mil ao ano por unidade. Redução de custos vira estratégia logística.
CNH
Economia nacional com CNH supera R$ 1,18 bilhão; no Acre passa de R$ 3,7 milhões. Digitalização reduz custo e amplia acesso, mas, por outro lado, o impacto regional ainda é modesto.
Medicamentos
Reajuste de até 3,81%, com média de 2,47% — “menor em 20 anos”, segundo o governo. Abaixo da inflação, mas pressão permanece sobre renda baixa.
Bancos
Feriado suspende atendimento presencial, mas PIX mantém operação. Digitalização consolida mudança estrutural no sistema financeiro.
Internet rural
Projeto leva conexão a 1.380 pessoas no Vale do Juruá. Inclusão digital avança e o desafio segue sendo a escala ainda limitada frente ao isolamento regional.
Educação social
Criação da Escola Suas institucionaliza formação permanente no Acre, o que é algo extremamente relevante. Profissionalização da assistência pode realmente elevar eficiência, mas depende de execução.
Broxada
O tão aguardado edital para concurso público de técnico da Universidade Federal do Acre foi lançado esta semana e broxou legal os concurseiros do Estado, já que muitos investiram até R$ 300 reais ou mais em apostilas de cursos preparatórios. O motivo? Uma vaga. Uma C* grande!
Peixe no balde
É bonito de ver as Feiras do Peixe nos municípios do Acre, resultado dos investimentos das prefeituras em piscicultura. Os peixes de rios não dão mais conta da demanda e o pescado de açudes e tanques “salva” a Semana Santa.
Cultura e clima
Acordo entre ministérios integra patrimônio e meio ambiente, informa a acreana Marina Silva. Beleza: a estratégia amplia agenda climática, mas sem previsão de recursos diretos, impossível acontecer alguma coisa.