A Vigilância Sanitária da Secretaria Estadual de Saúde (SES-RJ) divulgou nesta terça-feira, 31 de março, uma série de orientações para os consumidores que pretendem comprar peixes e frutos do mar para a Semana Santa. O alerta foca na perecibilidade desses alimentos, que exigem condições específicas de refrigeração para evitar a proliferação de bactérias e toxinas. Segundo especialistas, a escolha correta começa na observação de sinais físicos, como olhos brilhantes, guelras avermelhadas e carne firme.
Para garantir a segurança no consumo, a nutricionista Jussara Salgado destaca que o peixe fresco não deve apresentar odor forte de amônia e as escamas precisam estar bem aderidas à pele. No ponto de venda, o produto deve estar obrigatoriamente sobre uma camada de gelo ou em balcões frigoríficos adequados. No caso de produtos congelados, o consumidor deve verificar se a embalagem não está úmida ou amolecida, sinais que indicam um descongelamento prévio inadequado.
O cuidado deve continuar após a compra, com o armazenamento imediato em recipientes fechados na geladeira. O consumo de peixe cru é recomendado em até 24 horas, enquanto o cozido pode ser mantido por até três dias sob refrigeração. Uma orientação específica para o preparo do bacalhau é que o processo de dessalgue seja feito sempre dentro da geladeira, e nunca em temperatura ambiente, para mitigar riscos de contaminação microbiológica.
A ingestão de pescado estragado pode provocar náuseas, vômitos e diarreia, podendo levar a internações em casos graves. Autoridades reforçam que o planejamento das compras e a higiene rigorosa dos utensílios durante o preparo são essenciais para uma celebração saudável. Caso identifique irregularidades em estabelecimentos comerciais, o cidadão deve formalizar a denúncia junto à Vigilância Sanitária municipal de sua região.



