Rio de Janeiro – A Aena venceu, nesta segunda-feira (30), o leilão de venda assistida do Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, e será responsável pela operação do terminal até 2039.

(Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
O certame foi realizado pelo Ministério de Portos e Aeroportos na sede da B3, em São Paulo. Também participaram da disputa a Zurich Airport e o consórcio RIOGaleão.
Com lance final de R$ 2,9 bilhões, a Aena superou o valor mínimo de outorga, fixado em R$ 932,8 milhões, registrando ágio de 210,88%.
Nova fase da concessão
A operação faz parte de um processo de venda assistida, que permite a transferência da concessão para um novo operador. Atualmente, o controle do aeroporto está dividido entre o consórcio RIOgaleão — formado pela Vinci Compass e pela Changi Airports — e a Infraero.
Com a conclusão do leilão, os atuais controladores deixam a operação, e a Aena assume integralmente a gestão do aeroporto.
O novo contrato prevê a responsabilidade pela exploração, manutenção e ampliação da infraestrutura, além da modernização dos terminais e melhoria dos serviços oferecidos aos passageiros.
Mudanças no contrato
O modelo de concessão foi reformulado para tornar o ativo mais atrativo ao mercado. Entre as principais mudanças estão:
- pagamento variável de 20% sobre o faturamento até 2039, em substituição à contribuição fixa;
- fim da obrigatoriedade de construção de uma terceira pista;
- saída da Infraero da sociedade;
- criação de mecanismo de compensação relacionado ao Aeroporto Santos Dumont, em caso de mudanças operacionais.
Movimento de passageiros
Apesar de operar abaixo da capacidade total — estimada em 37 milhões de passageiros por ano —, o Galeão vem registrando crescimento no fluxo.
Em 2025, o aeroporto recebeu 17,9 milhões de passageiros, um aumento de 23,4% em relação ao ano anterior. Atualmente, o terminal movimenta cerca de 49 mil pessoas por dia, com média de 340 voos domésticos e 110 internacionais diariamente.
A expectativa é que, com a nova concessão, o aeroporto amplie sua competitividade e volte a ocupar posição de destaque no cenário da aviação nacional e internacional.