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O médico e criador de conteúdo digital Glauber Lima explicou, em vídeo publicado nas redes sociais, possíveis razões para a maior incidência de hipertensão arterial entre pessoas negras. Segundo ele, a explicação vai além de fatores genéticos e envolve aspectos históricos e sociais.
Durante a fala, o profissional cita uma teoria associada ao período da escravidão, especialmente durante o transporte de pessoas negras em navios negreiros. De acordo com essa hipótese, indivíduos com maior capacidade de retenção de sódio e líquidos teriam tido mais chances de sobreviver às condições extremas, marcadas por desidratação, calor e falta de água.
Esse mecanismo, ainda segundo a teoria, teria sido transmitido ao longo das gerações, o que poderia contribuir para maior predisposição à hipertensão nos dias atuais. O médico ressalta, no entanto, que essa explicação não é comprovada de forma definitiva pela ciência.
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Além disso, Glauber Lima destaca que a hipertensão é uma doença multifatorial, ou seja, resulta da combinação de diversos fatores, como alimentação, sedentarismo e estresse crônico. Nesse contexto, ele chama atenção para desigualdades sociais que impactam diretamente a qualidade de vida da população negra.
“O que a gente sabe é que a hipertensão também está relacionada às condições de vida e ao estresse contínuo”, pontua.
Por fim, o médico alerta para a importância da prevenção e do acompanhamento regular da saúde. Considerada uma doença silenciosa, a hipertensão pode evoluir sem sintomas e causar complicações graves se não for controlada.