No Acre, temperaturas em torno de 20°C já são suficientes para que moradores recorram a agasalhos. É o que indica o chamado Índice do Moletom, levantamento que analisa a percepção de frio em diferentes estados brasileiros a partir de dados climáticos e comportamento da população.
O estudo considera fatores como temperatura mínima média anual, umidade, vento e adaptação do organismo ao clima local. Em regiões de clima predominantemente quente, como o Acre, pequenas quedas na temperatura tendem a provocar maior sensação de frio.
O resultado coloca o estado em um padrão semelhante ao de outras áreas da Amazônia. Em estados vizinhos, como Amazonas e Rondônia, a população também passa a sentir frio em faixas próximas, entre 21°C e 23°C.
Diferença em relação a outras regiões
A análise mostra que a percepção térmica varia significativamente no país. Enquanto no Acre 20°C já pode levar ao uso de casacos, em estados do Sul, como Rio Grande do Sul e Santa Catarina, a população costuma recorrer a agasalhos mais pesados apenas quando as temperaturas caem para cerca de 15°C ou 16°C.
Essa diferença está relacionada à aclimatação. O corpo humano se adapta às condições do ambiente em que vive, o que altera a forma como o frio e o calor são percebidos.
Fatores que influenciam a sensação de frio
Além da temperatura, elementos como vento e chuva também impactam diretamente a sensação térmica. Mesmo sem grandes variações no termômetro, mudanças no tempo podem intensificar a percepção de frio entre os moradores.
O levantamento evidencia como o Acre apresenta um comportamento climático específico, em que o frio é relativo e depende tanto das condições ambientais quanto da adaptação da população ao calor predominante ao longo do ano.