
Um professor foi afastado do cargo, após uma denúncia de suposto abuso sexual contra uma aluna de 16 anos. A queixa teria sido registrada por familiares da vítima após descobrir que a menor mantinha contato com o servidor fora da sala de aula.
De acordo com informações obtidas pela FolhaBV, a família da adolescente descobriu o contato entre os dois após saber que ela estava usando o celular da avó escondido e que havia uma chamada perdida no aparelho por volta de quatro horas da manhã.
Ao verificar de quem seria o contato, foi descoberto que a ligação seria do professor, mas a adolescente negou que o conhecesse. Momentos depois a família soube que o professor trabalhava no mesmo lugar onde a vítima estudava, na Escola Estadual Militarizada Maria de Lourdes Neves, no bairro Pintolândia, em Boa Vista.
Ao saber disso, a mãe da vítima teria ido até a escola para comunicar os gestores e militares sobre a situação, mostrando prints de conversas entre os dois. Ela ainda teria afirmado que os dois tiveram relações sexuais em novembro de 2025, quando a vítima tinha 15 anos.
O relato foi feito na presença do suspeito, que teria negado todas as informações relatadas pela mãe da adolescente. A família pediu que o servidor fosse afastado do cargo, o que foi acatado pela escola.
O que diz a Seed
Em nota, a Secretaria Estadual de Educação e Desporto (Seed) afirmou que o servidor foi afastado para apuração dos fatos e que já adotou os procedimentos cabíveis.
Além disso, informou que o suspeito foi apresentado ao Departamento de Recursos Humanos da Seed, por meio de documento oficial e relatório, acionou a Divisão de Desenvolvimento Psicossocial Escolar e o Conselho Tutelar.
Veja a nota na íntegra:
A Secretaria de Educação e Desporto informa que o professor foi afastado do cargo para apuração dos fatos. A gestão do Colégio Estadual Militarizado Professora Maria de Lourdes Neves, ao tomar conhecimento da denúncia por meio da mãe da adolescente, imediatamente adotou os procedimentos cabíveis para o caso.
A unidade apresentou o servidor ao Departamento de Recursos Humanos da Seed, por meio de documento oficial e relatório, acionou a Divisão de Desenvolvimento Psicossocial Escolar e o Conselho Tutelar, além de orientar a família a registrar Boletim de Ocorrência.
A Seed apurará os fatos pelos meios legais cabíveis, incluindo a instauração de Procedimento Administrativo Disciplinar, e ressalta que a pasta não tolera atos de violência ou abuso contra crianças e adolescentes.
Por fim, a Seed reforça que denúncias desse ou de outros tipos de irregularidades no ambiente escolar podem ser realizadas pela comunidade por meio da Ouvidoria da pasta, localizada na avenida Jaime Brasil, nº 409, Centro, com atendimento das 7h30 às 13h30, ou pelo sistema Fala.Br (falabr.cgu.gov.br). As denúncias são importantes para que os casos possam ser devidamente apurados pela Secretaria.
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