
O preço do diesel segue em forte alta no Brasil e já ultrapassa os R$ 7,00 por litro na média nacional. Levantamento da TruckPag, startup de meios de pagamentos com soluções completas para frotas pesadas, com base em dados reais de transações, mostra a velocidade da escalada e revela distorções regionais relevantes em um curto intervalo de tempo.
Principais destaques do levantamento da TruckPag:
Alta acelerada em poucos dias
O preço médio do Diesel S10 no país subiu de R$ 5,74 em 28 de fevereiro para R$ 7,07 em 16 de março, uma variação de +R$ 1,33/l, equivalente a +23,10% no período.
Picos expressivos em estados do Nordeste
A Paraíba registrou o maior pico de alta, com +R$ 1,64/l no período. Já a Bahia teve uma das maiores variações proporcionais, com aumento de +R$ 1,57/l (+27,26%).
Pressão em polos logísticos relevantes
Estados estratégicos para o transporte de cargas também registram altas significativas:
- São Paulo: +R$ 1,34/l (+23,45%)
- Goiás: +R$ 1,44/l (+24,66%)
- Paraná: +R$ 1,54/l (+27,09%)
Avanço generalizado pelo país
Todas as regiões monitoradas apresentam aumento relevante, com destaque também para Tocantins (+26,16%), Santa Catarina (+26,81%) e Maranhão (+24,20%), indicando um movimento disseminado de alta.
Leitura em tempo quase real do mercado
Os dados são baseados em transações realizadas em mais de 4.700 postos credenciados, sendo 94% em rodovias (onde os caminhões abastecem). O modelo permite acompanhar a variação do preço ao longo do próprio dia, oferecendo uma leitura mais próxima da realidade operacional das transportadoras.
Defasagem dos indicadores tradicionais
O monitoramento evidencia uma lacuna em relação aos indicadores públicos, que não capturam com a mesma velocidade as oscilações do mercado, especialmente em momentos de alta abrupta.
Impacto direto no frete e na cadeia de consumo
Com a escalada do diesel, cresce a pressão sobre o custo do transporte e sobre negociações com embarcadores, com potencial efeito cascata sobre preços ao consumidor final. A startup compartilha essas informações com uma comunidade de mais de 1.300 transportadores, que acompanham diariamente a evolução dos preços como forma de apoiar decisões operacionais e comerciais em um dos momentos mais sensíveis para o setor.
“Para quem vive do transporte, qualquer instabilidade no diesel preocupa. O combustível é um dos principais custos da operação e qualquer aumento pressiona o valor do frete. Mesmo com a queda recente do petróleo, o preço ainda segue sensível. Quando isso acontece, o impacto não fica só nas transportadoras, ele pode chegar ao preço final de produtos que dependem do transporte rodoviário em todo o país. Em momentos de volatilidade como este, a gestão de combustível deixa de ser apenas uma questão operacional e passa a ser estratégica para as transportadoras. Mapear consumo, identificar desperdícios e acompanhar o preço real pago nos abastecimentos e não apenas o valor de tabela passa a fazer diferença direta na sustentabilidade financeira das operações. Regiões mais distantes das refinarias e mais dependentes de diesel importado tendem a sentir primeiro esses efeitos. A queda recente do Brent abre uma janela importante para recomposição de estoques, mas o mercado ainda precisa acompanhar com atenção as próximas semanas”, destacou Kassio Seefeld, CEO e fundador da TruckPag.