Os contratos futuros do cacau encerraram o pregão desta terça-feira (17) em queda na bolsa de Nova York. O vencimento para maio recuou 2,02%, fechando cotado a US$ 3.349 por tonelada.
Segundo o Barchart, o movimento de baixa foi puxado pela melhora nas perspectivas de oferta. Produtores da África Ocidental relataram que as chuvas recentes favoreceram o desenvolvimento das lavouras na Costa do Marfim e em Gana, principais produtores globais.
A pressão também vem do aumento dos estoques, já que os volumes monitorados pela ICE atingiram o maior nível em cerca de sete meses, chegando a 2,27 milhões de sacas no início da semana, reforçando o cenário de maior disponibilidade.
Apesar disso, o mercado ainda monitora sinais de demanda. Na semana passada, os preços chegaram ao maior patamar em um mês após a indicação de que processadoras compraram mais de 400 mil toneladas de cacau da Costa do Marfim em um curto intervalo, movimento associado à retomada das aquisições para a safra intermediária e aos preços mais baixos.
Café
Nesta terça-feira (17), os preços futuros do café arábica finalizaram pela segunda sessão consecutiva com ganhos na bolsa de Nova York, em que o vencimento para maio registrou alta de 0,65%% e está precificado em US$ 2,947 por libra-peso.
Segundo as informações do Barchart, os preços do café arábica atingiram a maior cotação em uma semana devido às preocupações com a oferta e os impactos do fechamento do Estreito de Ormuz.
Açúcar
Na bolsa de Nova York, os contratos futuros do açúcar fecharam em queda. O vencimento para maio recuou 1,25%, cotado a US$ 14,19 por libra-peso.
Segundo o Barchart, o mercado segue sensível à movimentação do petróleo. A recente alta da commodity energética tende a estimular a produção de etanol, o que pode levar usinas ao redor do mundo a direcionarem mais cana para o biocombustível, reduzindo a oferta de açúcar.
O petróleo WTI, por exemplo, avançou mais de 2% na terça-feira, movimento que fortalece os preços do etanol e influencia diretamente a estratégia das usinas, com potencial impacto sobre o equilíbrio global do açúcar.
Algodão
Os contratos futuros do algodão encerraram a sessão com leve valorização na bolsa de Nova York. O vencimento para maio avançou 0,85%, cotado a US$ 68,77 por libra-peso.
Segundo análise de Jack Scoville, da Price Futures Group, o mercado acompanha possíveis movimentos de demanda, após a China sinalizar, em reuniões recentes na Europa, interesse em ampliar as compras de produtos agrícolas além da soja. O país é um dos principais compradores globais de algodão.
A demanda internacional também é sustentada por países do Oriente Médio e do Sudeste Asiático, enquanto o mercado segue pressionado pelo aumento expressivo dos custos de produção, em meio a tensões geopolíticas.
Suco de laranja
O contrato futuro para entrega maio do suco de laranja fechou o dia na bolsa de Nova York cotado a US$ 1.905,00 por tonelada e teve queda de 4,65%.