O presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Samir Xaud, afirmou nesta terça-feira (24) que o novo contrato de Carlo Ancelotti com a entidade está em fase final de formalização.
Segundo ele, o acordo, que estenderá o vínculo do treinador com a Seleção Brasileira até a Copa do Mundo de 2030, depende apenas de “ajustes burocráticos e jurídicos” para ser assinado.
A declaração foi dada na sede da CBF, no Rio de Janeiro, após encontro com Javier Tebas, presidente da La Liga. Na conversa com jornalistas, Xaud detalhou os motivos que levaram a diretoria a buscar a ampliação do contrato do técnico italiano.
“O que nós queremos, é o que eu sempre falo: nada de imediato, mas, sim, um trabalho de uma construção. A gente acredita que um ano é muito pouco para desenvolver um trabalho que deixe frutos e resultados”, afirmou o dirigente.
Segundo ele, a decisão está ligada à confiança no projeto liderado por Ancelotti e na necessidade de dar continuidade ao planejamento esportivo da seleção. “Nós temos a melhor matéria prima do mundo em relação ao técnico, temos que aproveitar isso, esse tempo dele aqui no Brasil junto à seleção brasileira. Eu acredito muito no trabalho que ele vem fazendo na seleção brasileira. Por confiar nisso, a gente iniciou essa conversa de renovação”, completou.
As tratativas para a extensão do vínculo começaram em outubro e avançaram na reta final do ano, com o aval de Ancelotti aos termos apresentados pela entidade. A proposta prevê condições semelhantes às atuais, com eventuais ajustes em bonificações por metas e conquistas.
Atualmente, o treinador já possui o maior salário entre técnicos de seleções do mundo, com vencimentos na casa de 10 milhões de euros por ano, o equivalente a cerca de R$ 63,4 milhões na cotação atual. O contrato em vigor também estabelece um bônus de 5 milhões de euros, aproximadamente R$ 31,7 milhões, em caso de conquista do hexacampeonato mundial na Copa de 2026.