Senado poderá investigar Toffoli caso insista em sua posição, diz Barreto

A PF (Polícia Federal) enviou ao ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), um relatório apontando possíveis irregularidades na atuação do ministro Dias Toffoli no caso Master. Segundo o analista político Leonardo Barreto, da consultoria Think Policy, durante participação no WW desta quarta-feira (11), o caso coloca não apenas o ministro, mas o próprio STF sob escrutínio.

Barreto destacou que existem “um excesso de indícios, um excesso de comportamentos que colocam a atuação do ministro sob suspeita, sob suspeição”.

O analista observou que o fato da PF ter enviado o relatório diretamente ao ministro Fachin, e não ao Ministério Público, pode indicar uma estratégia deliberada.

“No momento em que a Polícia Federal entrega essa suspeição, quem está debaixo da luz agora não é nem o Toffoli, é o próprio STF porque ele tem obviamente uma crise para gerenciar”, afirmou Barreto.

O analista ressaltou que não existem mecanismos no regimento do Supremo para suspensão de ministros, sendo que apenas o próprio magistrado pode se afastar voluntariamente de um caso.

Crise institucional e possível impeachment

Barreto alertou para as possíveis consequências caso o ministro Toffoli decida manter sua posição no caso.

“Se o ministro Toffoli insistir na sua posição, junto ali com a sua bancada de apoiadores, você inevitavelmente vai cair para a única solução institucional possível, que é uma investigação e uma ação do Senado, dentro de um processo de impedimento”.

Segundo o analista, mesmo sem conhecer o conteúdo completo das gravações mencionadas no relatório da PF, já existem elementos suficientes para questionar a legitimidade do ministro no processo.

“A gente já tem um excesso de indicadores de que o ministro Toffoli perdeu legitimidade e condições para seguir nesse processo”, declarou.

Barreto concluiu que o STF provavelmente prefere resolver essa questão internamente.

“Agora, quem está em campo é o Supremo, esse problema está com o Supremo e provavelmente ele prefere que essa questão seja resolvida dentro de casa e não pelo Senado, que é uma coisa que ele tenta evitar a qualquer custo”.

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