Publicado em: 22 de janeiro de 2026

Bilhete Único passa a custar R$ 4,50 a partir de 1º de fevereiro; aumento ocorre enquanto MPPE investiga possíveis irregularidades na aprovação
YURI SENA
O Governo de Pernambuco, por meio da Agência de Regulação de Pernambuco (Arpe), homologou nesta quinta-feira (22) o reajuste de 4,46% nas tarifas de ônibus do Grande Recife. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) e estabelece que os novos valores entram em vigor a partir do dia 1º de fevereiro.
Com o reajuste, o Bilhete Único do Anel A, utilizado pela maioria dos passageiros da Região Metropolitana, passa de R$ 4,30 para R$ 4,50. A atualização tarifária também atinge o Anel G e linhas do serviço Opcional, incluindo trajetos de maior distância e linhas intermunicipais.
A homologação ocorre em meio a uma investigação aberta pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), que apura possíveis irregularidades na reunião do Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM), realizada em 15 de janeiro, responsável por fixar o novo valor das passagens. Entre os pontos analisados estão o suposto descumprimento de prazos regimentais para análise de documentos, o indeferimento de pedidos de vista e a participação de conselheiros com vínculos a cargos comissionados no governo estadual e em prefeituras, o que pode caracterizar conflito de interesses.
Confira os novos valores das tarifas:
Bilhete Único (Anel A): de R$ 4,30 para R$ 4,50
Anel G: de R$ 2,90 para R$ 3,00
Opcional – Linha 041 Setúbal: de R$ 5,55 para R$ 5,80
Opcional – Linhas 064 Piedade, 072 Candeias, 160 Gaibú/Barra de Jangada, 214 UR-02/Ibura, 224 UR-11 e 229 Marcos Freire: de R$ 8,30 para R$ 8,70
Recife/Porto de Galinhas – Linha 191 (sem ar-condicionado): de R$ 14,80 para R$ 15,40
Recife/Porto de Galinhas – Linha 191 (com ar-condicionado): de R$ 21,60 para R$ 22,50
O MPPE informou que o procedimento segue em andamento para avaliar a legalidade do processo de aprovação do reajuste. Enquanto isso, a nova tabela tarifária permanece mantida conforme homologação da Arpe.
Yuri Sena, para o Diário do Transporte