Caso Master deve ser investigado “doa a quem doer”, diz Boulos à CNN

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), defendeu nesta segunda-feira (19) que a Polícia Federal investigue “doa a quem doer” o caso da fraude financeira do Banco Master. À CNN, ele declarou que as apurações da PF indicam que a corporação não está “aparelheda”.

“Nosso posicionamento é muito simples e direto: que seja investigado doa a quem doer. Ponto. Que haja investigação”, disse o ministro.

O ministro foi questionado sobre possíveis repercussões negativas para siglas da esquerda e integrantes do governo. Segundo Boulos, no entanto, as fraudes do Master têm “vinculo direto e orgânico com o bolsonarimo” e governadores de direita.

“Que a investigação seja feita sem precipitações, sem antecipações de culpa, mas uma investigação com transparência e com lisura”, declarou.

Em novembro, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, após investigações da Polícia Federal envolvendo emissões de títulos e suspeitas na gestão da instituição. A operação policial investiga fraude de aproximadamente R$ 12 bilhões.

O caso está em análise no STF (Supremo Tribunal Federal) e tem o ministro Dias Toffoli como relator. O magistrado impôs sigilo à investigação, que mira em especial o empresário Daniel Vorcaro, dono do Master.

Nesta segunda-feira, o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) iniciou o pagamento do reembolso de clientes do Master. Ao todo, o fundo já recebeu mais de 360 mil pedidos de ressarcimento de garantias dos credores que compraram CDBs (Certificados de Crédito Bancário) do banco.

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