A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, afirmou nesta sexta-feira (9) que não acredita que os Estados Unidos usariam a força militar para tomar a Groenlândia, alertando que tal ação teria graves consequências para a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).
Em sua tradicional coletiva de imprensa de Ano Novo, Meloni acrescentou que há a necessidade de uma presença “séria e significativa” da OTAN na região do Ártico, incluindo a Groenlândia.
“Continuo sem acreditar na hipótese de que os Estados Unidos lançariam uma ação militar para assumir o controle da Groenlândia, uma opção que eu claramente não apoiaria”, disse Meloni.
“Acredito que não seria do interesse de ninguém. Acho que nem mesmo seria do interesse dos Estados Unidos da América, para ser clara”, acrescentou ela.
Uma operação militar dos EUA no fim de semana, que resultou na prisão do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, reacendeu as preocupações sobre as intenções americanas em relação à Groenlândia.
A Casa Branca afirmou na terça-feira (6) que Washington estava considerando uma série de opções para adquirir a Groenlândia, incluindo o uso da força militar.
Meloni, considerada uma das aliadas mais próximas do presidente americano Donald Trump na Europa, afirmou que era “claro para todos” que qualquer ação dos EUA na Groenlândia teria um impacto significativo na Otan, acrescentando que esse era o motivo pelo qual ela não acreditava que Washington concretizaria suas ameaças.
No entanto, ela disse ser importante que a aliança aumentasse sua presença na região do Ártico, acrescentando que entendia as preocupações americana quanto à necessidade de evitar “interferências excessivas de outros atores, que poderiam inclusive ser hostis”.
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