Com a captura de Nicolás Maduro, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos revelou uma nova acusação formal contra o ditador da Venezuela, sua esposa e seu filho.
Maduro está detido em Nova York, onde deve comparecer a um tribunal na segunda-feira (5).
As acusações na denúncia revelada no sábado (3) são as mesmas quatro da denúncia anterior feita em Nova York, em 2020: narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e conspiração.
De toda forma, os réus listados em cada caso são ligeiramente diferentes — principalmente com a inclusão da esposa e do filho de Maduro.
Na nova denúncia, o governo Trump afirmou que Maduro e seus aliados transformaram as instituições venezuelanas em um foco de corrupção alimentada pelo narcotráfico para benefício próprio.
Essa corrupção “enriquece os bolsos de autoridades venezuelanas e suas famílias, ao mesmo tempo que beneficia narcoterroristas violentos que operam impunemente em solo venezuelano e que ajudam a produzir, proteger e transportar toneladas de cocaína para os Estados Unidos”, afirma o documento.
O documento de 25 páginas detalha um suposto complô de Maduro, sua esposa Cilia Flores, seu filho Nicolás Maduro Guerra, dois funcionários do regime venezuelano e um líder do Tren de Aragua — uma gangue venezuelana que o governo Trump classificou como organização terrorista estrangeira.
Os promotores reiteram que traficantes de cocaína podiam pagar parte de seus lucros a Maduro e outros políticos em troca de proteção policial e apoio logístico para seus carregamentos de cocaína.
Esses políticos, por sua vez, usariam o dinheiro para “manter e aumentar seu poder político”.
À medida que os cartéis de drogas cresciam, os lucros de Maduro também aumentavam, destaca o processo. Durante anos, Maduro e sua esposa também comandaram suas próprias “gangues patrocinadas pelo Estado” para “facilitar e proteger suas operações de tráfico de drogas”.
Os dois supostamente ordenavam “sequestros, espancamentos e assassinatos” contra aqueles que lhes deviam dinheiro ou interferiam em suas operações de tráfico de drogas.