A grandiosidade visual de “Stranger Things” sempre foi um dos pilares da série, mas a quinta e última temporada elevou o padrão a um novo patamar. Segundo a supervisora de efeitos visuais Betsy Paterson em comunicado enviado à CNN, a escala e a ambição dos efeitos especiais praticamente dobraram a cada ano — e agora atingem seu auge.
Em apenas cinco semanas de filmagem, a equipe já havia criado mais efeitos do que em toda a quarta temporada.
Abaixo, confira alguns fatos impressionantes sobre os efeitos especiais da quinta temporada de “Stranger Things”
- Construção do Mundo Invertido: para criar a atmosfera e os cipós característicos do Mundo Invertido, a produção usou cerca de 44 km de “espaguetes” de piscina, aproximadamente 130 km de corda e produziu aproximadamente 84 km de gavinhas prontas para usar no set;
- Cipós estendidos digitalmente: o departamento de arte montou cipós físicos de até 3,7 metros de altura. Dali para cima, em árvores e prédios, a equipe de efeitos visuais assumiu e estendeu tudo digitalmente;
- Bolas de tênis e canetas laser para indicar a linha do olhar: para ajudar os atores a interagir com criaturas invisíveis, dublês vestiam macacões cinza com bolas de tênis na cabeça, e canetas laser ou bastões indicavam onde o Demogorgon estaria;
- Toques invisíveis de efeitos visuais: além dos monstros gigantes, há muitos efeitos “invisíveis”, como reforçar a luz para simular fendas, ajustar os olhos dos atores durante as visões ou adicionar/remover paredes nos sets;
- Reuso e modularidade: todos os elementos do Mundo Invertido (cipós, gavinhas, entre outros) foram criados para serem reutilizáveis e modulares, então dá para desmontar, recuperar, usar de novo, e os atores conseguem interagir com eles de verdade. Na temporada 5, o Mundo Invertido fica bem mais tridimensional, cobrindo superfícies inteiras de sets enormes, e não apenas servindo como um “cenário 2D”;
- Explosões de abóboras realistas: numa cena em que Onze explode abóboras com os poderes, a equipe usou hidráulica e água (nada de fumaça ou pirotecnia) para criar um efeito supernatural e seguro para o elenco;
- “Véu” de plástico-bolha: o “véu” é feito de plástico-bolha esticado e tratado com calor, depois revestido com resina transparente. Isso reflete bem a luz em cenas noturnas e cobre as emendas entre espaguetes e cipós;
- Cipós “polidos à mão”: os cipós receberam uma camada de poliuretano engrossado esfregada manualmente. Um membro da equipe (Chris Brown) cuidou de 70% dos espaguetes para manter textura e cor uniformes;
- Mais explosões, fogo e efeitos práticos: esta temporada tem mais pirotecnia do que nunca, com outdoors metralhados, tanques liberando gás e uma programação ainda mais intensa para a equipe de efeitos práticos;
- Demogorgon morto em tamanho real: a equipe construiu um “Demogorgon morto” físico, em escala real, para uma cena crucial. Foi impresso em 3D a partir dos arquivos de VFX, moldado em silicone e com armação articulada para cair de forma realista. Pesava entre 79 e 100 kg e era preciso uma maca e quatro pessoas para carregar