Justiça bloqueia R$ 14 milhões de grupo acusado de golpe do falso consórcio em Goiás e DF


FRAUDES

PC cumpriu mandados em Goiás e no DF. Até o momento, 13 pessoas foram indiciadas por participar do esquema

Policiais cumprindo mandados - (Foto: reprodução/PC)

Policiais cumprindo mandados – (Foto: reprodução/PC)

Policiais civis foram às ruas na última quarta-feira (24) em nova operação contra um grupo suspeito de movimentar R$ 14 milhões por meio de falsas ofertas de consórcios em Goiás e no Distrito Federal. A ação cumpriu seis mandados de prisão preventiva, além do bloqueio de ativos financeiros e bens que somam a quantia arrecadada pelos criminosos por meio dos golpes.

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A investigação, que foi iniciada em janeiro deste ano, já indiciou 13 pessoas por fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A PC apura ainda a participação de oito empresas de fachada no esquema criminoso. O bando teria atuado entre entre 2023 e 2025, sendo que novas vítimas surgiram desde o início dos trabalhos.

Esquema fraudulento

De acordo com as apurações, o grupo atuava na oferta de falsos consórcios, com a promessa de contemplação rápida de cartas de crédito — em alguns casos, já nos primeiros três meses.

As vítimas eram atraídas por anúncios fraudulentos divulgados em redes sociais e plataformas de venda e, posteriormente, direcionadas a atendimentos presenciais em lojas físicas. O atendimento presencial era uma manobra usada pelos criminosos, a fim de ganhar confiança das vítimas e transmitir legitimidade ao esquema.

No local, eram induzidas ao pagamento de valores de entrada sob a falsa promessa de rápida contemplação, o que nunca ocorria. Há relatos de vítimas que continuaram pagando supostas parcelas indefinidamente.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, os valores pagos não eram destinados a administradoras oficiais de consórcios, mas a empresas de fachada sem autorização do Banco Central. Em seguida, os recursos eram rapidamente transferidos para contas pessoais dos líderes da organização e redistribuídos entre os demais integrantes, o que reforça os indícios de lavagem de dinheiro.



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