Política
Wagner afirmou que prioridade é provar inocência
A defesa de Jaques Wagner nega irregularidades | Foto: Lula Marques/ Agência Brasila
O senador Jaques Wagner (PT-BA) anunciou nesta quarta-feira (24) que deixará a liderança do governo no Senado. A decisão foi tomada após uma reunião de cerca de duas horas com o presidente Lula (PT), em meio à pressão provocada pela operação da Polícia Federal que mira suspeitas de pagamentos ligados ao Banco Master, de Daniel Vorcaro.
“Acabei de ter uma ótima reunião com o Presidente @LulaOficial, uma conversa entre amigos, e decidimos, em comum acordo, que me afastarei da liderança do Governo no Senado Federal”, escreveu Jaques Wagner. O senador afirmou ainda que, neste momento, sua prioridade é provar a inocência e se dedicar à reeleição de Lula, do governador Jerônimo Rodrigues e à própria campanha ao Senado, ao lado de Rui Costa.
A defesa de Wagner nega irregularidades e apresentou recurso contra a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou buscas em endereços ligados ao parlamentar. Os advogados afirmam que há “erros graves” na medida e tentam anular provas obtidas durante a ação da PF.
Segundo a investigação, foram identificados pagamentos e benefícios que ligariam Wagner e pessoas próximas ao caso Banco Master. A Polícia Federal apura suspeitas de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Em endereços relacionados ao senador, os agentes encontraram US$ 55 mil e 33 mil euros, valor equivalente a cerca de R$ 471 mil.
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