EM INVESTIGAÇÃO
Sirlene Souza Barbosa, de 66 anos, morreu pouco mais de um mês depois do acidente. Vítima teve fraturas no fêmur, calcanhar e tíbia
Sirlene Souza Barbosa, de 66 anos – (Foto: arquivo pessoal)
A idosa Sirlene Souza Barbosa, de 66 anos, que morreu na segunda-feira (22), pouco mais de um mês depois de ser hospitalizada após a queda de um elevador, em Aparecida de Goiânia, fazia hemodiálise há cerca de cinco anos na Clínica São Bernardo onde ocorreu o acidente. Segundo a filha da paciente, Rozângela Borges da Luz, a unidade de saúde foi negligente com a idosa. “O elevador da clínica caiu, arrebentou o cabo de aço e aconteceu a tragédia com minha mãe. A clínica não deu nenhum suporte”, afirmou em entrevista ao Mais Goiás.
O óbito ocorreu no mesmo dia em que ela deu entrada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Municipal Modesto de Carvalho, em Itumbiara. A idosa foi diagnosticada com trombose após passar mal em casa, onde se recuperava de dois procedimentos cirúrgicos decorrentes da queda do elevador.
O Mais Goiás não localizou a defesa Clínica São Bernardo. O espaço segue aberto para manifestação.
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Sirlene, que era diabética, hipertensa e renal crônica, fraturou o fêmur, calcanhar e a tíbia. Ela recebeu alta no último dia 4 de junho, depois de mais de 10 dias internada no Hospital Estadual de Aparecida de Goiânia (Heapa).
“Sexta-feira (19) ela internou com pressão alta e muita dor na perna. Fizeram exames e foi descoberto a trombose”, relembra Rozângela, que registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil (PC) sobre a queda do elevador.
Sirlene foi velada e sepultada na manhã de terça-feira (23), em Hidrolândia, onde morava com a família. O caso é investigado pela Polícia Civil (PC). O Mais Goiás entrou em contato com a Clínica São Bernando por WhatsApp e por e-mail, mas não obteve retorno até a publicação dessa reportagem.
Queda de elevador
O acidente com a queda do elevador foi registrado no dia 11 de maio. Na época, a idosa foi levada para a emergência da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Buriti Sereno e, posteriormente, transferida para o Hospital Estadual de Aparecida de Goiânia (Heapa), onde ficou mais de dez dias aguardando procedimentos cirúrgicos.