Moradores da Rua 12 mantém há 28 anos iniciativa que transforma o local em ponto de encontro das torcidas na Cohab.
Sempre em clima de torcida para os jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, uma rua do 4º Conjunto da Cohab cham a atenção pela decoração temática montada pelos moradores. Bandeiras, pinturas e enfeites nas cores verde e amarela reforçam a paixão pelo futebol e mantêm viva uma tradição que atravessa gerações.
A iniciativa acontece na Rua 12 e completa 28 anos em 2026. A história começou em 1998, quando vizinhos que costumavam se reunir no fim da tarde passaram a planejar formas de decorar o local para acompanhar os jogos do Brasil no mundial daquele ano.
E nesta quarta-feira (24) não será diferente: a torcida da Rua 12 já se prepara para acompanhar e torcer pelo Brasil no jogo contra a Escócia, que contará com transmissão da TV Difusora/SBT.
Segundo Alessandra Serejo, representante da comunidade, a tradição nasceu da convivência entre os moradores da região. As reuniões aconteciam na residência de Joaquim Serejo e Lourdes Serejo, considerados referências para os vizinhos e fomentadores das ações comunitárias desenvolvidas ao longo dos anos.
“Foi nessas conversas que surgiram as primeiras ideias para decorar a rua. Tudo era pensado coletivamente, desde as pinturas até os enfeites. Com o tempo, a iniciativa foi crescendo e se tornando uma marca da nossa comunidade”, afirmou.
Além das decorações da Copa, os moradores da Rua 12 também organizam comemorações e atividades em datas especiais, como Dia das Mães, Natal, entre outros. De acordo com Alessandra, o espírito de colaboração e coletividade sempre foi o principal estímulo para manter os projetos ativos.
A cada edição do mundial, novos elementos são adicionados às decorações da rua. O que começou de forma simples ganhou mais cores, criatividade e participação popular, transformando a rua em um espaço de convivência e celebração.
Para a representante, o maior legado da iniciativa não está apenas na ornamentação, mas no fortalecimento dos laços entre os moradores. “A decoração é importante, mas o que realmente faz a diferença é a união das pessoas. É isso que mantém essa tradição viva há tantos anos”, destacou.