Rondônia ganhou destaque nacional pela implantação da Linha de Cuidado das Hepatites Virais no Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa desenvolvida pelo Governo do Estado, por meio da Agência de Vigilância em Saúde de Rondônia (Agevisa/RO), foi selecionada pelo Ministério da Saúde entre as 10 principais experiências exitosas do país na organização da rede de atenção à saúde relacionada às hepatites virais.
A experiência foi apresentada durante o 3º Seminário Diálogos para a Eliminação das Hepatites Virais, realizado em Brasília (DF). O trabalho destacou as estratégias adotadas nas regiões Madeira Mamoré e Vale do Jamari para melhorar o atendimento, ampliar o diagnóstico e fortalecer o acompanhamento dos pacientes.

O reconhecimento considera ações voltadas à integração dos serviços de saúde e à estruturação de fluxos para prevenção, tratamento e monitoramento das hepatites virais.
Estratégia fortalece atendimento nos municípios
A apresentação da Agevisa/RO teve como tema “Desafios e Estratégias para a Implantação da Linha de Cuidado das Hepatites Virais em Rondônia: Relato de Experiência nas Regiões Madeira Mamoré e Vale do Jamari”.
A iniciativa envolveu planejamento regional, articulação entre municípios e Estado, capacitação de profissionais, distribuição de insumos, reuniões técnicas e campanhas educativas.
Segundo o Governo de Rondônia, o trabalho busca aproximar os serviços de saúde da população e garantir que pessoas com suspeita ou diagnóstico tenham acesso ao atendimento adequado dentro da rede pública.
O governador Marcos Rocha destacou que o resultado está relacionado ao fortalecimento da vigilância epidemiológica e à qualificação das equipes de saúde.
A ação também contou com o reconhecimento de uma experiência desenvolvida pela Fundação Oswaldo Cruz Rondônia (Fiocruz Rondônia), relacionada ao rastreamento do exame de carga viral do vírus da hepatite D ou Delta (CV-HDV) no SUS.
Planejamento integrado melhora resposta contra doenças
O diretor-geral da Agevisa/RO, Gilvander Gregório de Lima, ressaltou que a integração entre planejamento e execução nos municípios fortalece a rede de enfrentamento.
Segundo ele, o reconhecimento nacional evidencia o trabalho realizado pela vigilância em saúde de Rondônia.
A coordenadora estadual das hepatites virais (NISTHV), Francilene Alves de Miranda, explicou que compreender as características de cada território foi essencial para a implantação da estratégia.
De acordo com ela, o mapeamento das dificuldades locais permitiu criar fluxos mais organizados para diagnóstico, prevenção, tratamento e acompanhamento dos pacientes.
Hepatites virais exigem prevenção contínua
As hepatites virais são doenças que podem permanecer silenciosas por longos períodos, o que torna a prevenção e o diagnóstico precoce fundamentais.
A Agevisa/RO reforça medidas de proteção, como:
- vacinação contra hepatite B;
- uso de preservativos;
- evitar compartilhamento de materiais cortantes;
- realização de testes rápidos;
- acompanhamento nas unidades de saúde.
As ações de conscientização são intensificadas durante o Julho Amarelo, campanha anual voltada à prevenção e combate às hepatites virais.
Durante o período, os municípios ampliam orientações, mobilizações comunitárias e incentivo para que a população procure as Unidades Básicas de Saúde (UBS) para realizar testes disponíveis na rede pública.
Perguntas Frequentes (FAQ)
Por que Rondônia recebeu destaque nacional?
O estado foi reconhecido pela implantação da Linha de Cuidado das Hepatites Virais, considerada uma experiência exitosa na organização da rede de saúde.
O que é a Linha de Cuidado das Hepatites Virais?
É uma estratégia que organiza ações de prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos pacientes.
Quais regiões foram envolvidas na iniciativa?
As ações apresentadas envolveram as regiões Madeira Mamoré e Vale do Jamari.
Como prevenir as hepatites virais?
A prevenção inclui vacinação, uso de preservativos, cuidados com materiais cortantes e realização de testes.
Onde fazer testes para hepatites virais?
Os testes rápidos estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) dos municípios.
Com informações de Andréia Fortini
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