Mendes: “Não é a direita nem a esquerda que coloca comida na mesa”


O governador Mauro Mendes (União) criticou políticos que alimentam a polarização e a disputa ideológica entre direita e esquerda. Sem citar nomes, ele afirmou que esse tipo de debate pouco contribui para a solução dos problemas enfrentados pela população.

 

Esses polos tão distintos não trouxeram ganhos significativos para o país nos últimos anos

Segundo Mendes, discussões ideológicas não atendem às necessidades mais urgentes dos brasileiros e acabam desviando o foco de políticas públicas voltadas a questões essenciais, como alimentação, saúde e infraestrutura.

 

“Não é a direita, não é a esquerda que vai colocar comida na mesa. Não é a direita ou a esquerda que vai fazer as coisas acontecerem”, afirmou à imprensa nesta terça-feira (23), em Cuiabá.

 

A declaração foi dada durante o evento de lançamento de sua pré-candidatura ao Senado e da pré-candidatura da ex-primeira-dama Virginia Mendes à Câmara dos Deputados.

 

Ao criticar a polarização, Mendes também definiu seu posicionamento político como de centro-direita e afirmou respeitar diferentes correntes ideológicas.

 

“Eu nunca fui radical de direita. Respeito as pessoas de esquerda, me considero uma pessoa de centro-direita, mas respeito todos os cidadãos”, disse.

 

O governador classificou a disputa entre os dois polos como uma “discussão insana” que tem afastado o país de temas mais relevantes.

 

“Esse negócio de esquerda e direita capturou muita gente no Brasil. Esses polos tão distintos não trouxeram ganhos significativos para o país nos últimos anos. Nessa discussão insana, o Brasil tem se perdido”, afirmou.

 

Virtudes dos dois lados

 

Mendes também argumentou que há aspectos positivos tanto na direita quanto na esquerda e criticou a visão de quem enxerga apenas defeitos no campo político oposto.

 

“Tem muita gente que se posiciona na esquerda e não vê mais virtude na direita. Tem gente que se posiciona na direita e só vê coisa ruim na esquerda”, avaliou.

 

Por fim, defendeu que os partidos políticos deixem mais claras suas propostas e posições para a população.

 

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