Durante campanha na escola, criança de 10 anos denuncia abusos sofridos pelo próprio irmão



O auxiliar de estoque T.D.T., de 22 anos, foi preso pela Polícia Civil de Roraima (PCRR) na manhã desta quarta-feira (24), no bairro Laura Moreira, em Boa Vista. A prisão ocorreu após a sua irmã, uma criança de 10 anos, denunciar que sofria abusos sexuais durante as atividades da campanha “Maio Laranja”, realizadas na escola em que a vítima estuda.

A ordem de prisão preventiva foi cumprida por agentes da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), sob a coordenação do delegado Matheus Rezende, após determinação do Juízo das Garantias da Vara de Crimes Contra Vulneráveis do Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR).

De acordo com as investigações, os abusos ocorriam de forma contínua desde que a vítima tinha nove anos de idade, sempre que o acusado ficava sozinho com ela. Um dos episódios mais recentes ocorreu há cerca de duas semanas, quando a vítima foi coagida enquanto se preparava para ir à escola.

O caso foi descoberto após a menina relatar a situação durante atividades da campanha “Maio Laranja”, iniciativa nacional voltada à conscientização e ao combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes.

Ao identificar os sinais de vulnerabilidade da aluna, a direção pedagógica da instituição de ensino elaborou um relatório descritivo e acionou o Conselho Tutelar. O órgão realizou as apurações preliminares e encaminhou o caso à DPCA, onde foi registrado o Boletim de Ocorrência.

A denúncia foi sustentada por exames periciais realizados pelo Instituto de Medicina Legal (IML), que comprovaram a materialidade do crime. Diante dos fatos, a autoridade policial representou pela prisão preventiva do investigado, medida que foi deferida pelo Poder Judiciário.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE



Após ser detido, o homem foi conduzido à sede da DPCA para os procedimentos formais. Ele passará por audiência de custódia e, posteriormente, será transferido para o sistema prisional do estado, onde permanecerá à disposição da Justiça.

O delegado Matheus Rezende destacou que a rede de proteção tem atuado de forma integrada e eficiente, seguindo fluxos de atendimento bem definidos entre os órgãos envolvidos. Segundo ele, essa articulação tem sido fundamental para assegurar o acolhimento das vítimas, fortalecer a qualidade das investigações e possibilitar a identificação, responsabilização e prisão de criminosos sexuais.



VER NA FONTE