Sem asfalto, iluminação e coleta de lixo, moradores pedem socorro na Raposa


Segundo os moradores, a falta de infraestrutura é um problema antigo e que se agrava a cada período chuvoso

Uma reportagem exibida pelo programa Hora D, da TV Difusora, nesta terça-feira (23), mostrou a situação enfrentada por moradores do bairro Cumbique, no município da Raposa, Região Metropolitana de São Luís.

As imagens registradas pela equipe de reportagem revelam ruas tomadas por mato, areia, lama e buracos. Em alguns trechos, o acesso é tão difícil que veículos têm dificuldades para chegar às residências.

Uma das vias mostradas na reportagem foi a Rua Vale Verde. Segundo os moradores, a falta de infraestrutura é um problema antigo e que se agrava a cada período chuvoso.

Morador da região, Joehlantison contou que vive no local há cerca de sete anos e afirma que a situação sempre foi precária.

“Quando chove, fica impossível passar. Já faltou energia e nem o carro da companhia elétrica conseguiu entrar porque atolou no caminho. A gente não sabe mais a quem recorrer”, relatou.

Ele também destacou as dificuldades enfrentadas em situações de emergência. Segundo o morador, a filha precisou de atendimento médico após sofrer um acidente doméstico, mas o carro de aplicativo não conseguiu chegar até a residência.

“Tivemos que caminhar até um ponto mais acessível para conseguir atendimento. Uma ambulância também teria dificuldade para entrar aqui”, afirmou.

Outra moradora, Natianne, disse que mora na região há 30 anos e que as promessas de melhorias nunca saíram do papel.

“Aqui não temos infraestrutura, não temos coleta de lixo regular e a rua continua abandonada. Na época das eleições, aparecem promessas, mas depois somos esquecidos”, declarou.

Ela também relatou problemas causados pelas condições da via. “Já caí várias vezes nessa rua. Quando estava grávida, sofri quedas por causa da lama e das pedras espalhadas pelo caminho”, contou.

Além dos problemas de mobilidade, os moradores reclamam da falta de iluminação pública, do acúmulo de lixo e de falhas na rede de abastecimento de água.

Uma moradora de 51 anos afirmou que convive com os transtornos desde a infância. “Sempre foi assim. Quando chove, a lama invade as casas. Já tive minha residência alagada várias vezes. É uma situação muito difícil”, disse.

Durante a reportagem, a equipe mostrou que os acessos ao bairro apresentam condições precárias tanto para pedestres quanto para veículos. Segundo os moradores, caminhões da coleta de lixo, ambulâncias e carros de aplicativo enfrentam dificuldades para entrar na região.

Diante das reclamações, o Grupo Difusora buscou  um posicionamento da Prefeitura da Raposa sobre as demandas apresentadas pelos moradores e aguarda retorno.



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