Dois homens investigados por participação no maior esquema de fraude financeira já registrado no Piauí foram presos nesta semana nas cidades de Timon e São Luís, durante a segunda fase da Operação Extrema Confiança. A ação foi realizada pela Polícia Civil do Piauí, com apoio da Polícia Civil do Maranhão, do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) e do GAECO do Ministério Público do Piauí.
Além das prisões preventivas cumpridas no Maranhão, uma medida cautelar foi executada contra um terceiro investigado em Teresina.
Segundo as investigações, os suspeitos integravam um grupo criminoso responsável por um esquema do tipo Ponzi, uma modalidade de pirâmide financeira que prometia altos lucros por meio de supostos investimentos na Bolsa de Valores brasileira.
A Polícia Civil aponta que o grupo atraía investidores com a promessa de rendimentos mensais de até 10% sobre os valores aplicados. Para dar aparência de legalidade ao negócio, os investigados criaram uma empresa de fachada chamada XTREME TRADE.
As investigações revelaram que, em aproximadamente dois anos e meio de atuação, a empresa e seu sócio-administrador movimentaram mais de R$ 440 milhões em operações financeiras, entre créditos e débitos. A estimativa é de que o golpe tenha causado prejuízos a mais de 300 vítimas, principalmente nos estados do Piauí e do Maranhão.
Com o avanço das apurações, a polícia identificou indícios da prática de crimes como estelionato qualificado, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
De acordo com a Polícia Civil, a operação também tem como objetivo localizar, bloquear e sequestrar bens e recursos financeiros ligados ao grupo, buscando enfraquecer a estrutura econômica da organização criminosa e ampliar as chances de ressarcimento das vítimas.