
A assessoria jurídica de Edilson Damião afirmou que as denúncias feitas por um ex-assessor ao portal Metrópoles são falsas e têm como objetivo atingir politicamente o ex-governador. Segundo a defesa, medidas judiciais serão adotadas tanto contra o denunciante quanto contra o veículo de comunicação.
“A equipe jurídica informa que as denúncias feitas pelo ex-assessor são caluniosas e têm apenas objetivos políticos”, diz trecho da nota.
A manifestação ocorre após uma denúncia registrada na Polícia Civil de Roraima acusar Edilson Damião e o coronel da Polícia Militar Francisco das Chagas Lisboa Júnior de supostos crimes de ameaça, coação, extorsão e constrangimento ilegal.
Segundo o boletim de ocorrência, o denunciante que é ex-assessor e ex-chefe de gabinete de Damião, relatou que ele e a esposa passaram a sofrer ameaças após o desaparecimento de R$ 7,6 milhões em espécie, quantia que, conforme a denúncia, pertenceria ao ex-governador.
De acordo com o relato, o caso teria começado em março deste ano, após o suposto arrombamento de um imóvel no bairro Buritis, onde o dinheiro estaria guardado. O ex-assessor afirma que, após comunicar o desaparecimento da quantia, passou a ser responsabilizado pelo sumiço.
Ainda conforme a denúncia, no dia seguinte ele teria sido abordado por um segurança pessoal de Edilson Damião e pelo coronel Lisboa, que teriam adotado postura intimidatória e exigido que o dinheiro fosse localizado em até 24 horas.
O denunciante também relatou ter sido levado ao escritório de Damião, no bairro dos Estados, onde teria permanecido por cerca de 40 minutos sob pressão de aproximadamente oito policiais, sendo interrogado e coagido a assumir responsabilidade pelo suposto desaparecimento.
A esposa do ex-assessor também aparece como vítima no registro policial. Segundo o relato, ela teria sido pressionada a admitir envolvimento no caso e posteriormente atraída para reuniões em que sofreu novas intimidações relacionadas a documentos e informações financeiras.
A denúncia sustenta ainda que, sob medo e pressão psicológica, o casal teria sido compelido a assinar contratos particulares e procurações públicas para transferência de direitos sobre três propriedades rurais em favor de terceiros, sem qualquer compensação financeira.
Em resposta, a defesa de Edilson Damião afirmou que o ex-governador “jamais compactuou, autorizou ou participou de qualquer ato de ameaça, coação, intimidação ou constrangimento contra quem quer que seja”.
A nota também destaca a trajetória do ex-governador no serviço público, afirmando que sua carreira, construída ao longo de mais de 25 anos, é marcada pelo respeito aos colaboradores e pela atuação dentro da legalidade.
Segundo a assessoria jurídica, durante os sete anos e quatro meses em que Damião esteve à frente da Secretaria Estadual de Infraestrutura, não houve registros de denúncias por parte de servidores da pasta. A defesa também ressaltou que não há contestação dos órgãos de controle em relação à gestão da secretaria e que as contas teriam sido aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado.
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A Polícia Civil de Roraima confirmou o registro do boletim de ocorrência no 1º Distrito Policial, unidade responsável pela apuração, e informou que diligências estão em andamento para esclarecimento dos fatos.
Em razão do sigilo das investigações, a corporação informou que não divulgará, neste momento, detalhes sobre o andamento do procedimento ou eventuais medidas adotadas.
Até o momento, o coronel Francisco das Chagas Lisboa Júnior não se manifestou sobre as acusações.