Solstício de inverno faz Rio Branco ter menos de 12 horas de luz solar durante ‘verão amazônico’


O inverno começou oficialmente no Hemisfério Sul neste domingo, 21. O marco astronômico traz consigo uma característica marcante e perceptível: a ocorrência dos dias mais curtos e das noites mais longas de todo o ano. Em Rio Branco, a duração do dia — período calculado desde o momento em que o sol desponta no horizonte até o seu pôr completo — atingiu o seu ponto mínimo, registrando exatamente 11 horas e 35 minutos de incidência solar.

O fenômeno, que se estenderá até o dia 22 de setembro de 2026 com a chegada do equinócio da primavera, altera temporariamente a rotina dos moradores. No entanto, por estar geograficamente localizado na Região Norte, o início do inverno dinâmico coincide com o chamado “verão amazônico”, caracterizado regionalmente pela redução de chuvas e altas temperaturas, apesar da menor quantidade de horas de luz.Solstício de inverno faz Rio Branco ter menos de 12 horas de luz solar durante 'verão amazônico'

O fator latitude e o contraste nacional

A variação na duração do dia depende diretamente da latitude de cada região. Devido à inclinação do eixo da Terra, o Hemisfério Sul recebe menos incidência solar nesta época do ano, pois é o Hemisfério Norte que se encontra voltado para o Sol.

A análise cartográfica dos dados de 2026 revela um forte contraste entre os extremos do Brasil. Enquanto os moradores do sul do país têm uma clara percepção de dias mais curtos, as áreas mais próximas à Linha do Equador quase não sentem a variação:

  • Extremo Norte: O município de Uiramutã, em Roraima, por estar situado no topo do Hemisfério Norte, registra o dia mais longo do país durante o solstício, totalizando 12 horas e 22 minutos de sol.

  • Acre e vizinhos: Rio Branco, com suas 11h35, apresenta um padrão muito similar ao de capitais como Palmas (TO), que também registra 11h35, e Porto Velho (RO), com 11h39. Fica ligeiramente acima de Brasília (DF), onde o dia dura 11h16.

  • Extremo Sul: O município do Chuí, no Rio Grande do Sul, vivencia o cenário oposto, registrando o dia mais curto do território nacional, com apenas 9 horas e 55 minutos de luz solar.

A partir de agora, de forma gradual e quase imperceptível no dia a dia acreano, os dias voltarão a ganhar minutos de luminosidade até que o equilíbrio perfeito entre o dia e a noite seja restabelecido em setembro.



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