Isabelle revela como Boi Garantido ganha vida na Arena do Bumbódromo


Parintins – Em um registro repleto de curiosidade, a cunhã-poranga do Boi-Bumbá Garantido, Isabelle Nogueira, usou suas redes sociais para desvendar um dos maiores mistérios do Festival Folclórico de Parintins: o que acontece por dentro do boi de pano? Aproveitando o clima de um ensaio técnico, a item número 9 do boi do povão decidiu mostrar detalhadamente como o bumbá ganha vida na Arena do Bumbódromo.

(Foto: Reprodução Instagram @isabelle.nogueira)

Acompanhada de Denilson Picanã, um dos ‘tripas’ oficiais (o artista responsável por carregar e evoluir debaixo da estrutura do boi), Isabelle entrou na armação para registrar os mecanismos que encantam a galera vermelha e branca.

Denilson demonstrou como funcionam os comandos internos, como o sistema para fazer o bumbá soltar fumaça, o controle que mexe a cabeça e as orelhas, o pulsar do coração e o balanço do rabo. Ele também revelou o pequeno espaço por onde olha para conseguir guiar os passos e ter uma visão, ainda que limitada, do lado de fora durante a apresentação.

Mesmo com uma longa trajetória no festival, Isabelle confessou que a experiência foi completamente nova e surpreendente.

“Que experiênciaaaa!!! Estou no Garantido há mais de uma década e ainda não tinha vivido essa experiência. E eu simplesmente amei saber como é dar vida ao Boi de pano. Mas já vou avisando: não é fácil e definitivamente não é para qualquer um”, destacou a cunhã-poranga.

Isabelle fez questão de ressaltar a herança cultural que envolve a função. Denilson Picanã é filho do lendário Denildo Picanã, que defendeu o item e deu vida ao Garantido por mais de 40 anos na arena.

Por fim, a artista fez um alerta sobre o esforço físico extremo exigido de quem veste o boi. Segundo ela, além do peso e da necessidade de dançar coordenando os comandos, os bastidores embaixo do tecido revelam um teste de resistência.

“Vou confessar: é uma tarefa árdua! O calor é intenso, muito intenso mesmo. Por conta da estrutura, da espuma e dos materiais, a temperatura lá dentro é altíssima. E agora imagina dançar, interpretar e manter toda a energia do Boi nesse calor? Não é pra qualquer um não. Aos Tripas, Parabéns!”, finalizou Isabelle, rendendo homenagens aos operários invisíveis que sustentam a magia do festival.

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