
A candidata do Partido dos Trabalhadores (PT) ao Governo de Roraima, Nelita Frank, recebeu 8.948 votos, o equivalente a 3,40% dos votos válidos na eleição suplementar realizada neste domingo (21). A petista disputou o pleito após substituir a candidatura de Antônia Pedrosa, mudança confirmada por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
Com o resultado, Nelita avaliou que a eleição representa a continuidade de um atual grupo político no Estado. Segundo ela, a população seguirá sem a mudança esperada em áreas como saúde e educação.
“Na verdade, é um resultado que prevalece o conservadorismo e o avanço da extrema direita em Roraima. Então, se a classe trabalhadora e a população reclamam que a saúde não está boa, que a educação não está boa e que tem obras inacabadas, essa vai ser a continuidade da política em Roraima”, afirmou.
A candidata acrescentou que, na avaliação dela, o Estado continuará sob influência do mesmo grupo político.
“Infelizmente, a gente vai ter um governo aliado da extrema direita, aliado com quem sempre esteve no poder nos últimos anos. Quem perde é a população e quem poderia pensar numa perspectiva de mudança. A gente não terá mudança, terá manutenção”, declarou.
Nelita agradeceu aos eleitores e apoiadores que votaram em sua candidatura e ressaltou que a campanha foi realizada praticamente sem recursos.
“Quero muito agradecer a todos os eleitores e a todos os apoiadores da nossa campanha. Foi uma campanha feita praticamente sem recurso, contra duas candidaturas com máquina na mão. São votos conscientes, que vêm de uma construção coletiva”, disse.
Ela também afirmou que continuará atuando na política e que o partido já está voltado para as eleições gerais de outubro.
“Nós não desistimos. A gente vai seguir na política, vai seguir fazendo política. Logo, logo terá eleições em outubro e a gente vai estar construindo esse processo de fortalecimento da democracia, da soberania do nosso país e fortalecendo o governo Lula”, afirmou.
Registro da candidatura
Durante a entrevista, Nelita voltou a afirmar que o atraso no deferimento de sua candidatura prejudicou a campanha. Segundo ela, mesmo após a decisão do STF que autorizou sua substituição no lugar de Antônia Pedrosa, o nome da ex-candidata permaneceu na urna eletrônica, o que gerou dúvidas entre os eleitores.
“A troca de nome na urna é um prejuízo. Hoje tinha muita gente questionando por que aparecia outro nome na urna. A gente fez um trabalho de explicação nas redes sociais, mas quem deveria fazer isso era o TRE”, afirmou.
A candidata disse que cumpriu todas as determinações da Justiça Eleitoral, mas que o deferimento do registro ocorreu apenas 15 dias depois da solicitação.
“Cumprimos tudo o que nos foi solicitado, mas o deferimento da minha candidatura só saiu 15 dias depois. Isso foi uma desvantagem para a gente. Espero sinceramente que a Justiça Eleitoral não venha mais atrapalhar candidaturas”, concluiu.