Semana Mundial da Alergia alerta para o controle e qualidade de vida



Entre os dias 21 e 27 de junho, a Semana Mundial da Alergia busca conscientizar a população sobre a necessidade de diagnosticar e tratar adequadamente as doenças alérgicas. Com o tema “Cuidado com a Alergia é Cuidado Essencial”, a campanha promovida pela Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai) e pela Organização Mundial de Alergia (WAO) alerta que o controle dessas condições é o caminho para evitar crises graves e garantir uma vida plena aos pacientes.

Impacto das doenças alérgicas

Dados da WAO indicam que 30% da população mundial sofre com algum tipo de alergia. No Brasil, o cenário é alarmante: a rinite alérgica atinge 30% dos brasileiros, enquanto a asma afeta 20%. A dermatite atópica, uma condição crônica da pele, também apresenta alta prevalência, especialmente em crianças, afetando 20% desse público.

A presidente da Asbai, Fátima Rodrigues Fernandes, enfatiza que muitos pacientes normalizam sintomas, como a obstrução nasal crônica ou a tosse persistente, tratando-os como parte de sua rotina. “A pessoa dorme com a boca aberta, tem perturbação no sono, mas não liga. Ela acostumou e pensa que aquilo é o normal dela. Mas não é”, afirma. A especialista alerta que, sem tratamento, quadros como a asma podem se tornar graves e colocar a vida em risco, especialmente durante o inverno, período em que o fluxo nos prontos-socorros aumenta significativamente.

Diagnóstico e tratamento familiar

A Asbai ressalta que, embora as alergias tenham origem genética e, na maioria dos casos, não possuam cura, elas são perfeitamente controláveis. O diagnóstico pode ser realizado por meio de testes cutâneos ou exames de sangue, permitindo identificar o alérgeno específico e instituir o tratamento adequado.

Um ponto fundamental da campanha deste ano é a abordagem familiar. Por serem condições hereditárias, é comum que vários membros de uma mesma família apresentem diferentes tipos de alergia. “O tratamento não é só do paciente; é de toda a família. A alergia à poeira ou a ácaros acende um alerta, pois todos estão influenciados pela mesma exposição”, explica Fátima. O cuidado com o ambiente doméstico, visando a redução de mofo e poeira, é considerado parte integrante e essencial da terapia.

Orientações para a população

Para garantir uma vida com mais qualidade e evitar riscos, a Asbai recomenda que os sintomas não sejam negligenciados:

Não normalize sintomas: Tosse persistente, espirros, coceira na pele e falta de ar podem indicar doenças não diagnosticadas.

Evite receitas caseiras: O tratamento deve ser baseado em orientação médica especializada (alergista ou imunologista).

Controle ambiental: Limpar ambientes domésticos para reduzir ácaros e mofo é fundamental para o sucesso do tratamento.

Diagnóstico como início: Identificar a doença é o primeiro passo para o controle, permitindo que o paciente tenha uma rotina saudável e produtiva.



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