A cada bilênio uma estrela, em meio às suas milhões de explosões naturais de cada segundo, emite rajadas de raios gama, não os raios gama comuns de sua natureza astrofísica, assim dito pelos estudiosos, são emanações ininteligíveis, coisas “sobrenaturais”, cientificamente improváveis posto que, em tal natureza tudo, e qualquer coisa pode acontecer. Eu e mais da metade dos seres deste pequeno planeta, denominado (Por nós, da raça humana) de Terra acreditamos que isto é a poderosa força de Deus.
Pois bem… O genial escritor, roteirista de revistas em quadrinhos, Stan Lee, macomunado com o não menos magnífico desenhista Jack Kirb criaram o personagem Hulk. Trata-se de um respeitado homem da Ciência que, segundo uma das versões de outros roteiristas, baseados no primeiro esboço dos criadores, doutor Bruce Banner intuiu e se martirizou na pesquisa, que seus colegas, por não entenderem o que ele estava falando, o alijaram do convívio. Ele queria saber por que algumas pessoas têm o poder de parar ou evitar o inevitável. Banner, apaixonado pele filha do general que o perseguia, ficou verde de raiva depois que tomou atitude. Quebrou tudo.
Como é possível uma mulher magrinha, uma criança da primeira infância, um velho cego… enfim: gente sem força! Adquirirem ou terem o poder de levantar a tonelada de um carro capotado, pegando fogo, para assim salvar a vida de quem estava dentro? Quem explica uma coisa dessas, corriqueiras pelo mundo afora!? Stan Lee imaginou isso. Ele viu e escreveu. Devia estar na cama, rabiscando o caderno de dever da escola, dispersando os paradigmas, criando seus próprios universos. Estamos no século 21 e ainda não há carro voador nem homem de ferro. De plástico, sim.
No século 19 havia trens que varavam o país, de que tamanho ele fosse. O Japão, a China, a Europa todinha, pelos livros, essas maquinálias e estórias de fadas e fantasmas foram os temperos para que o escritor cozesse seus parcos conhecimentos e os ofertasse aos seus, num prato de papel, cheio de desenhos e letras, cheirando a bolo de milho, que, mesmo detestando, obrigatoriamente comia. O Hulk estava dentro dele, naquele bolo. Elezinho via as folhas verdes da plantação de milho, no quintal matagalhado. Pegou seus primeiros desenhos de tudo o quanto odiava e mostrou para seus parentes. Eles odiaram.
O doutor Banner, em seu devaneio, após ler “Frankenstein”, de Mary Shelley, afora seus mais de dez anos de estudo e outros livros artísticos e mais uma enciclopédia de escritos científicos resolveu arriscar a própria vida. Einstein disse que para saber, temos que testar. Banner testou e se lançou no inexplicável porvir. Stan Lee conversou com Jack Kirb, mostrou sua ideia. A estrela daquele bilhão de ano passado, naquele centésimo de segundo explodiu e naquele momento, com todos os verdes raios gama suficientes para que o jovem herói, de céu-da-boca aberta, sorriso estupefato, um sujeito comum, apenas mais um “Jack”, um ”Zé”, prostrou-se verde para salvar e desatar todos nós. Para sempre.