A maior parte dos analfabetos do Acre está entre a população idosa. Dados divulgados nesta sexta-feira, 19, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, dos 57 mil acreanos com 15 anos ou mais que não sabem ler e escrever, 27 mil têm 60 anos ou mais. O número significa que quase metade dos analfabetos do estado está concentrada nessa faixa etária.
Os dados fazem parte do módulo Educação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, cuja série histórica foi reponderada com base nos resultados do Censo Demográfico de 2022.
Além dos 27 mil idosos analfabetos, o levantamento aponta que o Acre possuía 50 mil pessoas analfabetas com 40 anos ou mais e 55 mil com 25 anos ou mais em 2025. Isso demonstra que o analfabetismo no estado está fortemente concentrado entre adultos e idosos.
Na comparação com 2024, houve redução no número total de analfabetos no Acre, que passou de 60 mil para 57 mil pessoas. A taxa de analfabetismo também caiu de 9,4% para 8,9%, mas segue acima da média nacional.
Brasil registra menor taxa da série histórica
Em todo o país, o IBGE contabilizou 8,4 milhões de analfabetos com 15 anos ou mais em 2025, o equivalente a uma taxa de 4,9%. É a primeira vez que o indicador fica abaixo de 5% desde o início da série histórica em 2016.
Apesar do avanço, o resultado ainda está distante da meta do Plano Nacional de Educação (PNE), que previa a erradicação do analfabetismo até 2024.
Assim como no Acre, o analfabetismo brasileiro também está concentrado entre os idosos. Segundo o levantamento, 58% de todos os analfabetos do país têm 60 anos ou mais, o que corresponde a 4,9 milhões de pessoas.
O IBGE destaca que, ao excluir a população idosa da análise, a taxa nacional de analfabetismo cai para 2,6% entre pessoas de 15 a 59 anos, mostrando que o desafio está cada vez mais associado às gerações mais velhas.