Uma mulher de 26 anos foi presa em Urutaí (GO), suspeita de aplicar golpes em academias e boxes de crossfit no Distrito Federal e em Goiás. – Foto: Reprodução
Uma mulher de 26 anos foi presa em Urutaí (GO), suspeita de aplicar golpes em academias e boxes de crossfit no Distrito Federal e em Goiás. A investigada teria usado uma história falsa sobre o tratamento de câncer da própria filha, de 3 anos, para arrecadar dinheiro por meio da venda de rifas e sensibilizar vítimas.
De acordo com as investigações, a narrativa era tão detalhada e convincente que conseguiu enganar dezenas de pessoas. Em um dos casos, uma aluna chegou a se oferecer para doar medula óssea à suposta criança em tratamento contra leucemia linfoblástica aguda (LLA), além de realizar transferências financeiras acreditando na necessidade de ajuda.
A vítima relatou que chegou a oferecer o teste de compatibilidade por ser doadora cadastrada, mas a suspeita teria recusado a ajuda alegando, de forma estranha, que a doação só seria aceita de pessoas entre 18 e 25 anos, informação que levantou desconfiança posteriormente.
Nas redes sociais e em grupos de praticantes de crossfit, diversos relatos apontam que a mulher circulava por diferentes academias sempre com a mesma abordagem, afirmava ser mãe de uma criança com câncer e vendia rifas para custear exames e tratamento. Em alguns casos, as contribuições ultrapassaram R$ 500.
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Segundo relatos de profissionais dos boxes, a suspeita demonstrava conhecer detalhes técnicos da doença e até nomes de exames, o que ajudava a reforçar a credibilidade da história. Ela também costumava se apresentar como frequentadora de outras academias e utilizava fotos da suposta filha para gerar comoção.
Instrutores e alunos afirmaram que a abordagem era sempre marcada por forte apelo emocional, com a mulher chegando a se emocionar durante as apresentações, o que aumentava a confiança das vítimas.
A fraude só veio à tona após diferentes academias começarem a trocar informações e perceberem que a mesma história estava sendo repetida em vários locais. Ao todo, a suspeita pode ter feito cerca de 200 vítimas, segundo as apurações.
O caso segue sendo investigado pelas autoridades, que apuram a dimensão total do golpe e os valores arrecadados indevidamente.