Futuros engenheiros civis do Acre trocaram as salas de aula pelos canteiros de obras nesta sexta-feira, 19. Acadêmicos dos cursos de Engenharia Civil da Universidade Federal do Acre (Ufac) e do Centro Universitário Uninorte participaram de uma visita técnica guiada às obras da Estrada do Aeroporto, em Rio Branco. A atividade foi coordenada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), órgão responsável pela execução dos trabalhos no trecho.
A imersão prática permitiu que os estudantes conhecessem os detalhes do método de pavimentação por macadame hidráulico. A tecnologia está sendo empregada na recuperação daquele trecho urbano e servirá como base para as futuras frentes de reconstrução da rodovia federal BR-364 ao longo do estado.
Durante a vistoria, os estudantes foram acompanhados pelo superintendente regional do DNIT no Acre, Ricardo Araújo, pelo analista de infraestrutura e fiscal do contrato, Lukerman Douglas de Almeida, e pela engenheira responsável pela obra, Andressa Maciel. O corpo técnico detalhou os desafios logísticos da engenharia regional e as etapas de execução da técnica, que envolve a compactação de agregados graúdos com posterior preenchimento dos vazios por materiais finos sob jatos d’água.
Para o corpo docente, o contato direto com a engenharia de campo é indispensável. O professor da Ufac, Jharles Souza da Costa, enfatizou que a atividade reduz a distância entre os conceitos acadêmicos e o mercado. “Os estudantes têm uma carga teórica muito grande durante a graduação, mas nem sempre têm acesso à prática. Visitas técnicas permitem que eles entendam como os conceitos aprendidos em sala são aplicados no dia a dia e ajudam na formação de profissionais mais preparados”, avaliou o docente.
A visão é compartilhada pelos futuros profissionais. Marcos Willian da Silva Furtado, aluno do 8º período da Uninorte, destacou a relevância de sanar dúvidas diretamente com quem gerencia os contratos em campo. “A visita técnica cria uma conexão entre o aluno e a execução. É a oportunidade de ver na prática aquilo que estudamos e esclarecer dúvidas com quem atua diretamente no campo”, afirmou.
Dâmares Pérez Carneiro, estudante da Ufac, acrescentou que a experiência ajuda a entender o comportamento do solo acreano, um dos maiores desafios da engenharia local. “Na sala de aula estudamos normas e métodos, mas é no campo que conseguimos entender como tudo acontece e perceber as características específicas de cada região e de cada solo”, ponderou.
Formação e Inovação
De acordo com o superintendente do DNIT no estado, Ricardo Araújo, abrir as portas das obras públicas para as universidades locais é uma política de compartilhamento de conhecimento essencial para o desenvolvimento da infraestrutura regional.
“O macadame hidráulico representa uma mudança importante na forma de reconstruir nossas rodovias. Receber os estudantes e mostrar como essa tecnologia está sendo aplicada é uma oportunidade de fortalecer a formação acadêmica e aproximar a universidade das obras que estão transformando a infraestrutura do Acre”, concluiu o superintendente.
