Em uma era em que tablets e videogames disputam a atenção das crianças — a ponto de plataformas como o Roblox motivarem protestos virtuais de usuários mirins —, a ideia de brincar com um cowboy de pano ou um patrulheiro espacial parece coisa do passado. É nesse cenário que Toy Story 5 leva Woody, Buzz e companhia de volta às telas, confrontando os brinquedos com uma geração que prefere o universo digital.
O quinto filme chega aos cinemas justamente quando a franquia completa 30 anos e prova que ainda tem fôlego para contar boas histórias. Sem depender apenas da nostalgia, a animação combina o refinamento técnico característico da Pixar com um conflito atual, equilibrando emoção, humor e uma reflexão sobre como as formas de brincar mudaram ao longo das décadas.
“A Pixar conseguiu, ao longo desses 30 anos, atualizar essa história com o que acontece no momento. Hoje as crianças estão mais nos seus tablets e existe uma crise em geral do mercado como um todo, em que não se vende mais brinquedos – e o filme entendeu isso“, avalia a crítica de cinema Miriam Spritzer.
“Esse é um filme que acredito que daqui a cinco anos, nós vamos ver e ainda vamos nos emocionar. Porque esse é o ingrediente secreto da Pixar: com essa pitada de sentimentalismo, eles conseguiram crescer e evoluir junto com o público que conquistaram lá no início e foram agregando ao novo público que vinha a cada lançamento”, conclui.
Reprodução/Instagram
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