Coreia do Sul – Tratar a calvície, principalmente entre os jovens, é uma questão de saúde pública na Coreia do Sul. O governo do presidente Lee Jae-myung está avançando no debate para incluir o tratamento de queda de cabelo no Serviço Nacional de Seguro Saúde, uma espécie de SUS sul-coreano.

(Foto ilustrativa: Reprodução Freepik)
A ideia é que cidadãos entre 20 e 34 anos que estão ficando carecas possam ter acesso a um tratamento mais barato ofertado pelo sistema público de saúde do país. Um dos motivos para essa faixa etária da população ser contemplada é a percepção de que a queda de cabelo “afeta muito a saúde e a vida diária dos jovens”, segundo a ministra da Saúde Jeong Eun-kyeong.
As autoridades estão considerando oferecer cobertura primeiro aos pacientes mais jovens, com idades entre 20 e 34 anos, alegando que eles são mais sensíveis à queda de cabelo, já que estão entrando no mercado de trabalho, o que está ligado à depressão, ao isolamento social e à baixa autoestima.
A ideia é defendida pelo próprio presidente do país, que até usou o acesso ao tratamento para queda de cabelo como uma de suas bandeiras nas duas campanhas eleitorais que disputou, em 2022, quando perdeu, e em 2025, quando venceu.
Para Lee, a perda de cabelo virou uma “questão de sobrevivência”, especialmente entre os jovens, em um país onde a aparência pesa. “No passado, isso era visto como uma questão estética, mas hoje em dia parece ser aceito como uma questão de sobrevivência”, disse em dezembro.
Incluir o procedimento no sistema nacional de saúde não é uma tarefa simples e ainda esbarra no alto custo envolvido. Muitos críticos ao governo defendem que os valores deveriam ser gastos no tratamento de doenças raras e potencialmente fatais.
“O seguro de saúde não deve ser uma esmola populista da política, mas sim o meio mais eficaz de salvar vidas”, disse Lee Jun-seok, do Partido da Reforma, na terça-feira (16), segundo o jornal Korea Joongang Daily.
Atualmente, o seguro de saúde nacional cobre apenas a queda de cabelo relacionada a doenças, como alopecia areata ou dermatite seborreica. Os tipos mais comuns de queda de cabelo são tratados como estéticos e não são cobertos pelo seguro.
Dados oficiais mostram que, no ano passado, 240 mil pessoas procuraram hospitais por causa de queda de cabelo, com 40% na casa dos 20 e 30 anos.
Segundo a ministra da Saúde, o tema agora vai para uma consulta pública.