Macapá (AP)
Servidores e gestores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) no Amapá foram alvos de mandados de busca e apreensão durante a “Operação Escala Paralela”, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na manhã desta terça-feira (16). A investigação apura a utilização de escalas de serviço fraudulentas para viabilizar pagamentos indevidos a profissionais da unidade.
Os mandados foram autorizados pela Justiça Federal. Ao todo, 9 ordens judiciais foram cumpridas em Macapá. Entre os suspeitos estão coordenadores, gestores responsáveis pela elaboração das escalas, integrantes da coordenação de enfermagem, chefias de frota e profissionais que teriam sido beneficiados pelos plantões não realizados.
Segundo a Polícia Federal, o esquema funcionava por meio da elaboração de duas escalas distintas: uma contendo os plantões efetivamente realizados pelos servidores e outra com jornadas fictícias utilizadas para justificar pagamentos indevidos.
“Durante a apuração, também foram identificados indícios de pagamentos a servidores que se encontravam fora do estado no período dos supostos plantões, além da inclusão fraudulenta de profissionais em escalas de eventos sem a correspondente prestação do serviço”, informou a PF.

Escalas continham falsas jornadas de trabalho usadas para justificar a liberação de pagamentos a profissionais. Foto: Olho de Boto
As investigações apontam ainda que os envolvidos utilizavam documentos físicos e grupos de mensagens para organizar escalas e pagamentos, evitando a fiscalização dos órgãos oficiais.
O delegado responsável pelo caso informou que deverá se pronunciar sobre a operação ainda nesta terça-feira. Até o momento, a Polícia Federal não divulgou os valores que teriam sido desviados nem o período exato em que as irregularidades teriam ocorrido.
A direção do Samu ainda não se pronunciou sobre a operação.