Quando uma pesquisa eleitoral é propositadamente falaciosa e quando ela comete erros eventuais? Veremos!
Até mesmo as pesquisas que são elaboradas com todo o rigor técnico e científico, por vezes, não têm seus resultados realizados. Em se tratando de pesquisas eleitorais, mais ainda, afinal de contas, seja a favor ou contra, uma candidatura sente-se favorecida ou prejudicada quando seus resultados chegam ao domínio público.
Sendo falsas ou verdadeiras, as pesquisas eleitorais estão cada vez mais frequentes nas nossas disputas eleitorais. Daí a pergunta que se impõe: qual deve ser o comportamento da nossa Justiça Eleitoral quando seus resultados são divulgados?
Recentemente, uma pesquisa elaborada pelo Instituto AtlasIntel teve a sua divulgação impedida em razão de o então candidato Flávio Bolsonaro se dizer prejudicado com os resultados e, ao mesmo tempo, por ser ela favorável à candidatura do seu concorrente, o atual presidente Lula.
Mas o que causou estranheza foi o fato de a referida decisão haver partido do Ministro Kássio Nunes Marques, presentemente presidente do nosso TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e a quem caberá presidir as nossas próximas eleições — diga-se de passagem, uma disputa que promete ser a mais belicosa e problemática de toda a nossa história.
Embora saibamos que determinados institutos de pesquisas eleitorais sejam useiros e vezeiros em vender resultados, sempre favoráveis aos partidos e candidatos que os remuneram, como o Ministro Nunes Marques chegou ao STF (Supremo Tribunal Federal) e, consequentemente, à presidência do nosso TSE indicado pelo então Presidente Jair Bolsonaro, como seria esperado, a sua vedação não poderia passar em vão. De pronto, passou a ser questionada pelos partidários da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva.
Daí a pergunta que não poderá calar: como a nossa Justiça Eleitoral passará a julgar as nossas futuras pesquisas que, por certo, surgirão no curso da nossa próxima disputa?
Ao tempo em que o ministro Alexandre de Moraes (o “terrificante” Xandão) presidia o nosso TSE (nota: Moraes presidia o TSE, e não o STF), o dito cujo era acusado de perseguir os candidatos bolsonaristas e, como não poderia deixar de ser, de beneficiar os lulistas.
Não creio que a decisão do ministro e presidente do TSE, Kássio Nunes Marques, tenha tido o propósito de atender aos interesses da candidatura de Flávio Bolsonaro. Entretanto, que reste esclarecido qual será o comportamento da instituição que preside quando da divulgação dos resultados das pesquisas que surgirão ao longo da nossa próxima disputa eleitoral, em particular as que dizem respeito à nossa disputa presidencial.