Operação contra o Tren de Aragua cumpre 13 prisões e apreende R$ 350 mil em dinheiro


A Operação Rota do Norte, coordenada pela Polícia Civil de Roraima (PCRR), cumpriu nesta terça-feira (16) 13 mandados de prisão e apreendeu cerca de R$ 350 mil em dinheiro e moeda estrangeira durante ações realizadas em seis estados brasileiros contra integrantes da organização criminosa Tren de Aragua.

Segundo balanço parcial divulgado pela corporação, a Justiça expediu 25 mandados de prisão preventiva, sendo 18 contra venezuelanos e sete contra brasileiros. Até o momento, seis prisões ocorreram em Roraima, cinco no Amazonas, uma no Rio de Janeiro e uma no Paraná. As equipes seguem em diligências para localizar os demais investigados.

Deflagrada nas primeiras horas da manhã, a operação também cumpriu 30 mandados de busca e apreensão em imóveis residenciais, estabelecimentos comerciais e outros endereços apontados pelas investigações como ligados à movimentação financeira da organização criminosa.

Entre os presos está um investigado localizado no Rio de Janeiro apontado pela Polícia Civil como o principal operador financeiro do Tren de Aragua vinculado ao grupo investigado. Conforme a apuração, ele teria papel estratégico na movimentação e ocultação de recursos obtidos por meio de atividades ilícitas.

Além das prisões preventivas, duas pessoas foram presas em flagrante. Em São Paulo, um suspeito foi detido por tráfico de drogas. Já em Manaus, houve uma prisão por posse ilegal de arma de fogo e munições.

Dinheiro, veículos e drogas

De acordo com a PCRR, as equipes apreenderam R$ 76.725 em espécie, US$ 48.285 dólares e 35 euros, valores que somam aproximadamente R$ 350 mil. Também foram recolhidos 11 veículos, incluindo automóveis de alto valor comercial, 17 aparelhos celulares e três máquinas de contar dinheiro.

Durante as diligências, os policiais apreenderam porções de ecstasy, metanfetamina, maconha, cocaína e loló. Uma pistola calibre .380 e munições de diversos calibres também foram encontradas.

As investigações apontam que a organização utilizava uma estrutura financeira voltada à lavagem de dinheiro, incluindo movimentações incompatíveis com a renda declarada dos investigados, uso de moeda estrangeira, criptomoedas e aquisição de bens para ocultação patrimonial.

Investigação durou mais de um ano

A operação é resultado de mais de um ano e meio de investigações conduzidas pela Delegacia de Repressão às Organizações Criminosas Organizadas (Draco). Segundo a Polícia Civil, o objetivo foi atingir a estrutura financeira responsável por sustentar as atividades do Tren de Aragua no Brasil.

As apurações identificaram uma rede ligada à movimentação de recursos provenientes do tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e outras atividades criminosas. Conforme a investigação, Roraima era utilizado como corredor estratégico para a circulação de armamentos oriundos da Venezuela, Colômbia e Estados Unidos, destinados principalmente a grupos criminosos instalados no Amazonas e no Rio de Janeiro.

A operação contou com a participação das Polícias Civis de Roraima, Amazonas, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná, além do apoio da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim), do Ministério da Justiça e Segurança Pública e de unidades especializadas de combate ao crime organizado.

Segundo a Polícia Civil, as diligências continuam e novos resultados podem ser divulgados nos próximos dias.



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