Brasília – O prazo da prisão domiciliar humanitária concedida ao ex-presidente Jair Bolsonaro está previsto para terminar em 25 de junho. A medida foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em março deste ano, com duração inicial de 90 dias.

(Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)
A proximidade do vencimento do benefício deve levar o Supremo a reavaliar a situação do ex-presidente. Para embasar uma eventual decisão sobre a continuidade ou não da prisão domiciliar, a expectativa é de que seja solicitada uma nova avaliação médica oficial.
Advogados de Bolsonaro já indicaram que pretendem solicitar a extensão da medida, alegando que os problemas de saúde apresentados pelo ex-presidente persistem e teriam se agravado nas últimas semanas.
Relatórios encaminhados regularmente ao STF apontam um aumento na frequência das crises de soluço crônico, quadro que estaria exigindo reforço no tratamento medicamentoso.
Desde que passou a cumprir a pena em casa, Bolsonaro segue submetido a uma série de restrições determinadas pela Justiça. Entre elas estão o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica, a proibição de utilizar celulares e redes sociais, além da impossibilidade de produzir conteúdos para divulgação na internet.
As visitas também permanecem limitadas a familiares, profissionais de saúde e integrantes de sua defesa.
Antes da autorização para cumprir a pena em regime domiciliar, o ex-presidente estava detido em uma unidade localizada no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.