Durante visita técnica à ponte do rio Caeté, em Sena Madureira, nesta terça-feira (15), o ex-governador e ex-senador Jorge Viana defendeu a adoção de uma solução emergencial para restabelecer a ligação entre os dois lados do rio Iaco após o desabamento da Ponte Frei Paolino Baldassari.
Segundo Viana, a proposta foi apresentada diretamente à governadora Mailza Assis durante agenda realizada mais cedo no Palácio Rio Branco. A ideia é reproduzir, em caráter provisório, uma estrutura semelhante à utilizada atualmente no Rio Caeté, onde o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) instalou uma travessia temporária para garantir a continuidade do tráfego na BR-364 enquanto executa obras de reforço estrutural na ponte principal.
“Eu sugeri à governadora chamar imediatamente a empresa e fazer alguma coisa, mesmo que provisória, para ligar o primeiro e o segundo distrito. Agora não tem chuva. Faz uma descida no barranco, uma subida, coloca uma ponte parecida com essa que está sendo feita aqui e o pessoal sai do isolamento”, afirmou.
Ministro colocou equipe técnica à disposição
Jorge Viana destacou que a sugestão partiu dele e esclareceu que o ministro dos Transportes, George Santoro, não apresentou propostas específicas para o local durante a visita.
Segundo o ex-senador, o ministro apenas reiterou a disposição do governo federal e do DNIT para colaborar tecnicamente com o Estado na busca de alternativas para restabelecer a ligação interrompida após o colapso da ponte.
“Ele colocou à disposição da governadora a estrutura do DNIT e seus especialistas para qualquer estudo ou ação necessária. O DNIT reúne alguns dos maiores especialistas em pontes e rodovias do país”, disse.
Modelo já foi utilizado em Rio Branco
Ao defender a solução provisória, Jorge Viana lembrou experiências adotadas em Rio Branco antes da construção das pontes permanentes que hoje interligam as duas margens do Rio Acre.
Segundo ele, durante muitos anos eram implantadas estruturas temporárias no período de estiagem para garantir a passagem de veículos e reduzir os impactos do isolamento.
“Rio Branco funcionava assim durante muito tempo. Chegava o verão, fazia-se uma passagem fixa, com balsa e cabeceiras, e o isolamento era rompido até que uma solução definitiva fosse construída”, recordou.
Debate sobre alternativa emergencial ganha força
A proposta surge em meio às discussões sobre a reconstrução da Ponte Frei Paolino Baldassari, que desabou no último dia 5 de junho. Desde então, moradores, comerciantes e autoridades têm buscado alternativas para minimizar os impactos da interrupção da ligação entre as duas margens do Rio Iaco.
Enquanto o governo estadual conduz estudos para definir a reconstrução da estrutura, a possibilidade de uma travessia temporária semelhante à adotada no Rio Caeté passa a integrar o debate sobre as medidas emergenciais necessárias para restabelecer a mobilidade em Sena Madureira e reduzir os prejuízos à população.