A pergunta tem se repetido nas ruas, nas redes sociais e até nos grupos de WhatsApp: afinal, quando chega a próxima friagem no Acre?
Depois de um início de junho marcado por chuvas acima da média, muitos acreanos esperavam que as temperaturas começassem a cair nos próximos dias. Mas, segundo o pesquisador meteorológico Davi Friale, quem gosta de frio terá que esperar um pouco mais.
A previsão indica que não haverá incursão de massa de ar polar sobre o estado pelo menos até o próximo dia 21 de junho, data que marca o início oficial do inverno no hemisfério sul.
A informação chama atenção porque junho costuma ser um dos meses mais associados às friagens no Acre. Em alguns anos, as ondas de frio conseguem derrubar as temperaturas de forma brusca, transformando completamente o cenário climático da região.
Apesar disso, Friale afirma que o calor continuará predominando nos próximos dias.
As temperaturas máximas deverão variar entre 31°C e 34°C em praticamente todo o estado, enquanto as mínimas ficarão entre 21°C e 24°C.
Isso não significa, porém, que o tempo permanecerá seco. Segundo o pesquisador, podem ocorrer chuvas em qualquer município acreano, geralmente de forma rápida e isolada. Eventualmente, também podem ocorrer pancadas mais intensas acompanhadas de raios e ventanias.
Friagem pode chegar ainda em junho
Embora não exista previsão de frio para os próximos dias, a possibilidade de uma nova friagem ainda não está descartada.
De acordo com Friale, uma nova massa de ar polar poderá avançar sobre a Amazônia Ocidental até o fim de junho. O fenômeno, inclusive, pode vir acompanhado de chuvas mais fortes.
“Até o fim do mês, poderão ocorrer mais chuvas fortes devido à chegada de uma onda de frio, porém, ainda sem data certa para a incursão dessa nova massa de ar polar”, explica.
Por enquanto, os modelos meteorológicos ainda não permitem apontar quando essa mudança ocorrerá.
Junho já entrou para a história
Se o frio ainda não apareceu, a chuva já está fazendo história em Rio Branco.
Até as 13h desta sexta-feira, 12, a capital acreana acumulava 109,2 milímetros de chuva em junho. O volume corresponde a 243,8% da média histórica do mês, que é de apenas 44,8 milímetros.
Segundo Friale, trata-se do maior acumulado para um mês de junho desde a década de 1960, quando começaram as medições regulares do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Enquanto a próxima friagem não chega, o cenário para os acreanos continua sendo de calor, alta umidade e possibilidade de chuva, uma combinação pouco comum para quem esperava um junho mais frio.